Seu Pedro abraçado pela filha Marina

Marina Silva abotoa a camisa de "seu" Pedro, pai dela

A senadora Marina Silva (PT-AC) já está em Rio Branco, onde passará o final de semana ouvindo familiares, amigos e companheiros para que possa tomar a decisão que considera a mais difícil da vida dela: abandonar 30 anos de militância petista, se filiar ao PV, participar da “refundação programática do partido” e se tornar candidata a presidente da República.

Cercada pelos jornalistas ao desembarcar do avião, Marina Silva pediu licença e se afastou para cumpimentar “seu” Pedro, o pai dela, para quem telefonou na noite de quinta-feira pedindo que fosse recebê-la no aeroporto e que reunisse toda a família para ajudá-la a decidir sobre o convite do PV.

- Nós vamos conversar, toda a família. O que ela decidir está decidido – afirmou o pai da senadora.

O PT do Acre não mobilizou militantes para recepcionar a senadora. Apenas o presidente regional do partido, Leonardo Brito, a aguardava visilmente tenso diante da possibilidade de Marina Silva  abandonar o partido e abrir a mais grave crise na  história da coligação Frente Popular do Acre.

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- A Marina é a alma do PT. Ela é a minha referência na política. Tenho 30 anos e a acompanho desde criança. Acredito que ela permanecerá no PT – afirmou Brito.

O senador Tião Viana (PT-AC) veio no mesmo vôo e limitou-se a dizer que a relação com Marina Silva “continua excelente”. Segundo o senador, haverá de ser encontrada “uma saída”.

O ex-governador Jorge Viana foi ao aeroporto, mas o vôo atrasou e ele se ausentou porque tinha almoço marcado. Ele disse que só vai se manifestar a respeito do impasse político após conversar com a senadora.

Após uma breve entrevista para a imprensa local, durante a qual não acrescentou nada de novo às declarações que fez nas últimas 72 horas, a senadora embarcou em seu Fiat Uno enlameado, na companhia do pai e do assessor Carlos Vicente.

- Se fosse o Jorge ou o Tião Viana, o pessoal teria vindo até de canoa fazer festa no aeroporto – comentou um petista.

Atualização às 16 horas de 08/08/2009: a direção regional do PT evitou fazer uma recepção festiva para Marina Silva a pedido da  própria senadora.