Dados do Sistema de Monitoramento de Queimadas por Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o risco de fogo em boa parte do país varia de alto a crítico.
Na Amazônia, o risco é considerado crítico no norte de Rondônia e Mato Grosso, no sul do Amazonas e do Pará. Na região leste do Acre, o risco é considerado alto, agravado por ventos fortes e baixa umidade.
Rio Branco, a capital do Acre, amanheceu nesta quinta-feira (5) imersa em densa nuvem de fumaça. A situação poderá piorar caso as queimadas na Bolívia, Rondônia e Mato Grosso persistam, pois a previsão é de que a direção do vento permanecerá inalterada pelo menos até domingo.
- As imagens de satélite sugerem que a maior parte da fumaça vem da Bolívia, Mato Grosso e, em menor escala, de Rondônia, trazida pelo avanço da frente fria. É fato que a maior parte da região que engloba o Acre está livre de queimadas – assinala o pesquisador Evandro Ferreira, do Instituto de Pesquisas da Amazônia.
Foster Brown, pesquisador da Universidade Federal do Acre, alerta que uma chuva localizada em Rio Branco durante a semana não afetou o risco regional de fogo.
- O risco de fogo na Região MAP [Madre de Dios (Peru), Acre (Brasil) e Pando (Bolívia)] continua de alto a crítico – afirma Brown, preocupado com o megaincêndio que devastou mais de 200 mil hectares de floresta na região em 2005.
De acordo com o Sistema de Monitoramento de Queimadas por Satélites do Inpe, a maioria dos focos de calor detectados entre quarta-feira (04) e quinta-feira (05 de agosto, às 5 horas da manhã) , no Acre e regiões vizinhas, ocorreram nas cercanias de Porto Velho (RO), e nos departamento bolivianos de Beni e Santa Cruz, e, em menor escala, no Mato Grosso.
A tabela dos focos acumulados por países revelam que o Brasil está com 7.126 focos de calor e a Bolivia com 2.515 focos no mesmo período.
Além disso, o Sistema de Monitoramento de Queimadas por Satélites do Inpe revela focos de calor no Pará (2.329), Mato Grosso (1.539), Tocantins (739), Rondônia (483), Maranhão (369), Amazonas (356) e Acre(17).
Focos de calor também são constatados pelos satélites em outros estados, como São Paulo (326), Piauí (322) e Goiás (225).

