O governo do Acre anunciou que o Estado está se tornando rota para a entrada de haitianos no Brasil. As autoridades estaduais estimam a presença de pelo menos 180 refugiados no município de Brasiléia, que é separado pelo rio Acre de Cobija, a capital do departamento de Pando, na Bolívia.
O primeiro grupo de haitianos chegou a Brasiléia no dia 2 de dezembro do ano passado. A situação preocupa o governador Tião Viana (PT), que pediu ao secretário de Justiça e Direitos Humanos, Henrique Corinto, para averiguar as condições dos refugiados no fim de semana.
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Os imigrantes partem em navios de Porto Príncipe, capital do Haiti, atravessam o Mar do Caribe e desembarcam no Panamá, de onde seguem para o Equador e depois para o Peru. De ônibus, táxis e até mesmo a pé, partem dos portos de Lima e seguem pela Rodovia Interoceânica rumo ao Brasil.
A maior parte dos refugiados é de jovens entre 20 e 30 anos, basicamente estudantes, que são considerados a elite do Haiti. A viagem deles ao Brasil chega a custar US$ 1 mil, obtidos com a ajuda de parentes.
- Nós estamos no Brasil porque queremos uma vida melhor. No Haiti não tem nada, o terremoto acabou com a vida dos haitianos. É por isso que viemos para cá, para buscar uma vida melhor – disse Milena Auguste à estatal Agência de Notícias do Acre.
O secretário Corinto disse que os haitianos deveriam ser deportados, de acordo com as leis brasileiras, a partir do momento em que entram ilegalmente no país. A medida não será adotada por se tratar de questão humanitária. A situação já foi relatada ao Ministério da Justiça e ao Ministério das Relações Exteriores.
Fotos: Gleilson Miranda/Secom

