Por Luciano Borges
O diretor de futebol da Roma, Gianpaolo Mortali, confirmou agora há pouco que o clube italiano decidiu liberar o lateral-direito Cicinho para que seja emprestado ao São Paulo por seis meses.
Às 15h00 desta segunda-feira, o próprio atleta e seu empresário Ricardo Sarti esperavam quebrar a folga do dia no clube romano. Só assim, a papelada da liberação poderia seguir a tempo do clube brasileiro inscrevê-lo na primeira fase da Copa Libertadores da América.
A camisa de Cicinho será a de número 23. Entre ele e o São Paulo já está tudo acertado. O lateral disse ao Blog do Boleiro, no início das conversas, que ganharia “dez vezes menos”, mas seria “dez vezes mais feliz”. Na verdade, o acerto foi demorado e, em várias ocasiões, Cicinho conversou com o presidente Juvenal Juvêncio.
Os dirigentes são-paulinos chegaram a dizer que Cicinho pedia alto por influência de seu empresário. O jogador negou várias vezes. De qualquer maneira, a vontade do lateral de retornar falou mais alto. “Estou feliz da vida. Feliz pra c…….”, disse ao Blog do Boleiro.
O atleta e o empresário estavam cautelosos porque o acordo da liberação ainda não foi assinado. Os tricolores já se movimentam para tentar contar com Cicinho contra o Monterrey, do México. “Ele quer jogar a primeira fase. Está louco pra isso”, disse um primo que também está em Roma.
Cicinho tem 29 anos. Está na Europa desde 2006, quando deixou o São Paulo para atuar no Real Madrid. No clube brasileiro, ele disputou três temporadas. Ele participou do encontro com Mortali que terminou com um acordo, por enquanto, verbal.
Se não for possível conseguir a liberação oficial ainda hoje, nesta terça-feira de manhã, o ala – que disputou a Copa do Mundo de 2006 e quer voltar à seleção brasileira – pretende formalizar sua saída às 9h00, horário da capital italiana.
Desde outubro do ano passado, quando se recuperou da cirurgia no joelho direito e retornou ao futebol, Cicinho deixou até de frequentar o banco de reservas. Neste domingo, na vitória da Roma por 1 a 0 sobre a Fiorentina, o técnico o levou para Florença, mas o jogador teve que se conformar em ver o confronto das arquibancadas.
A situação irritou Cicinho a ponto dele ter dado entrevistas, no feriado de Natal, dizendo que queria voltar a jogar no Brasil. Isso lhe custou uma multa de 30% do salário