Por Luciano Borges

“Jamais abandonaria um cargo que me foi dado pelo Conselho Deliberativo do Palmeiras”. A frase é do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, que desmentiu – neste domingo – a informação de que estava pensando em renunciar ao cargo nove meses antes do final do mandato.

O dirigente admitiu, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que sua gestão não anda bem na administração do time. “No futebol, não estamos respondendo à altura”, disse. Ele acha que a equipe passou de líder a quinta colocada no Campeonato Brasileiro de 2009 por uma imposição do destino. “Você não consegue controlar o destino”, disse.

A avaliação é de que, na temporada passada, ele andou bem: “Não me lembro de ter cometido um erro que pudesse ter provocado os resultados ruins das últimas rodadas”, afirmou.

Belluzzo garante que não perdeu a tranqüilidade com as quatro cartas ameaçadoras que recebeu de anônimos (contendo uma bala de revólver cada) há cerca de quatro semanas. “Se for para viver com medo, prefiro me internar num convento”, afirmou.

O dirigente lembrou um motivo forte para não deixar o cargo antes do final. “Não posso sair num momento em que a construção da Arena Palestra Itália, um projeto que ajudei a aprovar, não posso sair”, afirmou.