O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, vai conversar com o técnico Gilson Kleina nos próximos dias. Ele tem pressa para definir quem sai e quem fica no atual elenco do clube. "Vamos construir o que foi destruído", disse o dirigente para o Blog do Boleiro. Em entrevista por telefone, ele citou alguns atletas que gostaria de manter para o ano que vem: Barcos, Henrique, Marcos Assunção, Correa, Bruno e Juninho. E garante que a proximidade da eleição para presidente – em janeiro do ano que vem – não vai barrar as mudanças. "Não podemos parar", afirmou.

O Palmeiras está rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro do ano que vem. Vai disputar a Copa Libertadores da América e o Campeonato Paulista no primeiro semestre. E Tirone acena com a utilização de jovens atletas vindos da base. 

 

Blog do Boleiro – Quais passos o senhor pretende dar já nesta semana?
Arnaldo Tirone –
A primeira coisa é fazer uma reunião com o Gilson (Kleina, treinador) para avaliarmos o que aconteceu e ver o que a gente pode fazer em 2013. Faremos esta reunião com diretor de futebol, também (Roberto Frizzo) e vamos pensar nas atitudes que vamos tomar.

O que pode mudar já?
Temos vários atletas cujos contratos terminam no final do anos. Vamos decidir quem vai continuar ou não. Alguns não vão continuar, nem estão atuando. Outros que sofreram contusões, nós vamos precisar ler os contratos, ver a situação de cada um para saber se o clube renova ou se libera. Mas é certo que vamos tentar reforçar o time para o ano que vem. Vamos ver quem vai continuar.

O Palmeiras tem uma espinha dorsal, uma base para enfrentar Libertadores e Série B?
Tem. Mesmo da base, alguns jogadores apareceram nesta parte final do ano. O (meia) Bruno Bybal entrou bem contra o Flamengo. O João Denoni , o Patrick Vieira são promessas que vão ser utilizados no ano que vem. Mas temos uma estrutura.

Quem fica? Há uma base que o senhor considera importante para o ano que vem?
Temos o Barcos, o Wesley, o Henrique. O Bruno foi bem nesta temporada. O Juninho foi muito útil na Copa do Brasil. Vamos renovar com Marcos Assunção. Acho que o Correa deve continuar. O Palmeiras tem uma cara de time. O próprio Valdívia, se recuperar das contusões.

O Barcos fica?
Fica. Ele é um cara que gosta de vencer. Por isso ele está abatido, chateado, aliás como estão os outros atletas. Ele é ídolo da torcida, pelos gols que marcou e pela referência que é no ataque. O Santos tem seu ídolo (Neymar) e o Palmeiras também tem. Ele e o Marcos Assunção são ídolos dos palmeirenses. O Barcos é estrangeiro e talvez não saiba que o Palmeiras é um clube que não vai deixar de ser grande. Ele vai ficar.

Qual a importância desta reunião marcada para quarta-feira com seus opositores? Ajuda a definir alguns passos?
Pode ser que esta reunião não aconteça. Pelo que fiquei sabendo hoje, é possível que não vamos ter esta reunião. Até agora (14h15) ninguém ligou para confirmar.

Mas o senhor vê este encontro com bons olhos?
Eu fui contatado por um conselheiro da oposição e aceitei participar desta reunião organizada pelos candidatos. Eu vou. É importante entender quais as ideias destas pessoas que querem ajudar o Palmeiras. Se são candidatos, eles têm ideias para mudar o que está errado e para manter o que está certo. Eu mesmo mantive a comissão técnica, os jogadores. Mas tive que cortar despesas, colocar as contas em dia.

Isto no primeiro ano de mandato?
O primeiro ano foi difícil. O clube estava praticamente mutilado na parte administrativa. As receitas estavam comprometidas, havia um buraco no caixa. Tivemos contas para pagar. Somente no segundo ano, pudemos fazer alguns investimentos e eles deram retorno, com a conquista da Copa do Brasil.

Qual a prioridade de 2013?
O foco agora é a Copa Libertadores da América e vamos construir o que foi destruído. O Palmeiras não caiu para a Série B? Então vai voltar à Série A. Não podemos parar, mesmo com eleição em janeiro. Precisamos reforçar o grupo.

E dá para montar um elenco para Libertadores e Série B?
Dá para montar, até pela dinâmica do calendário. A Séria B começa no meio do ano. Vai dar para montar um elenco para as competições.

O que aconteceu para o time ser rebaixado?
Eu acho que não foi merecido. A conquista da Copa do Brasil trouxe um relaxamento que tirou o foco do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras não caiu agora no final. Erramos antes. Perdemos o foco no Brasileiro. Depois tivemos as contusões e perdemos quatro jogos de mando. Isto prejudicou muito. É uma logística complicada. Às vezes, não dava para fazer o jogo em Araraquara, às vezes não dava em Presidente Prudente. Perdemos o conforto de jogar em casa porque algumas pessoas, não a torcida toda, levaram à punição do STJD.