Fábio Koff, presidente do Grêmio, convocou para a tarde desta quinta-feira uma reunião extraordinária do Conselho de Administração do clube. O dirigente quer tomar medidas que evitem a repetição do  acidente da noite de quarta, quando o alambrado do setor popular da Arena cedeu diante da avalanche da torcida e cerca de 10 torcedores ficaram feridos depois de caírem no fosso. Koff quer a colocação de barreiras que impeçam esta forma de comemoração dos gremistas . “Não dá mais para aceitar este risco. Temos que agir de maneira contundente”, disse ao Blog do Boleiro por telefone.

Blog do Boleiro – Presidente, o que o Grêmio vai fazer diante deste acidente, que poderia se tornar em algo muito mais grave?
Fábio Koff –
Convoquei uma reunião extraordinária do Conselho de Administração do clube. O Grêmio assume o ônus da responsabilidade do que aconteceu, mas precisamos agir de maneira contundente.

O que o senhor pretende fazer, uma vez que ficou provado que o alambrado não segura a avalanche da torcida?
Se não colocarmos obstáculos naquele setor, como existem em estádios na Europa,  vai ser impossível manter o setor como ele é hoje. Trocar por cadeiras vai encarecer o ingresso.  No jogo de ontem, ele custou 20 reais, porque o clube dá o subsídio. Se for com cadeiras, este preço sobe para 40 reais com subsídio do Grêmio.

Com quem o senhor já conversou sobre este problema?
Já conversei com a Arena Grêmio e vamos falar com o Ministério Público, com os órgãos de segurança, com  a Brigada Militar. Nós já tivemos dois ou três episódios por causa da avalanche. Não dá para conviver com isso aí.

A avalanche se tornou uma marca registrada da torcida gremista. Sua ideia é proibir que ela aconteça?
Acho que temos que colocar os obstáculos que evitam esta manifestação. A avalanche é muito bonita, mas é preciso que se respeite o espetáculo. Ontem, o time tinha feito o primeiro gol e a equipe vinha crescendo. Mas este episódio refletiu no ímpeto da equipe. É também uma questão de consciência individual.

O alambrado deveria aguentar o peso desta avalanche.
Na teoria, ele aguentaria. Vamos ver o que aconteceu. Volto a dizer: a responsabilidade é do clube. Felizmente não tivemos grandes danos pessoais. Mas vamos ter que mudar o formato daquele setor.