Se Marcelo Moreno vê com bons olhos o interesse do Santos, o pai do atacante – Mauro Martins – não quer saber de transferência. “O Marcelo vai ficar no Grêmio e vai render muito nesta Libertadores”, disse ao Blog do Boleiro nesta terça-feira.

Marcelo está na mira dos santistas e ainda não foi descartado pelo Palmeiras. O jogador da seleção da Bolívia vem treinando no Grêmio. Luta por uma vaga no ataque para a partida contra o Huachipato, do Chile, nesta quinta-feira.

O feriado de Carnaval foi cheio de presentes para os torcedores gremistas, com a contratação do ala André Santos e do atacante Barcos, além dos reforços da semana passada (volante Adriano e o atacante Welliton), todos regularizados para disputarem a Copa Libertadores da América.

A briga no ataque ficou acirrada e, a julgar pela disposição da diretoria do Grêmio em liberar Marcelo Moreno, o atacante vai precisar marcar muitos gols para se firmar na frente, onde o chileno Vargas também quer espaço. Martins acha o futebol do filho melhor do que os outros homens de frente do tricolor gaúcho. “Ele vai ser importante na Libertadores”, disse.

Blog do Boleiro – O que o senhor acha do interesse do Santos?
Mauro Martins –
O Marcelo vai ficar no Grêmio. Ele está escalado para este jogo da Libertadores (contra o Huachipato, nesta quinta-feira) e vai jogar ao lado do Barcos.

O Santos procurou o senhor?
Não. Volto a dizer: o Marcelo não sairá do Grêmio. Vai render muito nesta Libertadores. É um jogador de alto nível. O Grêmio não pode se desfazer de um bom jogador. E neste ano, com os reforços que vieram, ele vai fazer muitos gols. São jogadores que vão colocar a bola para ele ali na área. O Marcelo está treinando e o Grêmio está contente com ele.

Mas o Grêmio aceitou liberá-lo na negociação por Barcos com o Palmeiras?
Foi uma atitude ridícula dos dirigentes do Grêmio. Não se pode colocar o Marcelo numa lista de quatro jogadores. O Barcos não é esse craque todo. O Marcelo fez gols importantes no ano passado que ajudaram a levar o time para Copa Libertadores.

O senhor se arrepende de ter dados aquelass declarações sobre o Palmeiras?
Eu fui mal interpretado. O que eu quis dizer foi que o Palmeiras vinha de uma fase boa, quando ganhou vaga na Libertadores, mas depois entrou numa fase ruim que acabou com a queda para a Série B. Não quis dizer que o clube era fracassado, mas que o time tinha fracassado no Campeonato Brasileiro. Eu sei o que é o Palmeiras. Joguei lá. Joguei com Ademir da Guia, Dudu, Eurico, Luis Pereira. É um clube grande, de tradição.

Mas pegou mal.
Eu estava na inauguração do jardim suspenso. Não joguei no profissional, mas joguei com esses craque, com o Djalma Santos. Não quis diminuir o Palmeiras. Se o que falei deixou os palmeirenses ofendidos, peço que me perdoem. Mas estava defendendo meu jogador.

O senhor estava tentando evitar que Marcelo fosse desvalorizado?
É isso aí. Meu filho é jogador de alto nível. Eu o ensinei a jogar no quintal de casa. Ele sabe fazer gols. Eu defendo meu atleta. Mas não quis ofender o Palmeiras. Trata-se de um clube que pode ser reerguer de hoje para amanhã.