Nos últimos dias, fiquei meio longe das folhas e telas cotidianas, isolado que estava nos interiores da produção agrícola. Como isolado, devem pensar os mais jovens, se o acesso à comunicação chega a todos os rincões do Brasil?

Sim, realmente chega. Quem não chega sou eu usando tais ferramentas. Aliás, será que elas gostam de termo antigo em inovação tão profunda?

Quando inventado terá sido o telefone enquadrado na classe dos alicates?

De volta a São Paulo, corro para me atualizar. Os noticiários de TV, logo mostram os preparativos para o fim de ano. Decorações natalinas e contratações temporárias. Curioso. O mesmo que aconteceu em 1996.

Nas impressas, as manchetes alimentam o feito de termos um presidente vitalício: Lula. Não há dia em que o “cara” não frequente suas ocupações.

As primeiras páginas dos portais mostram obsessão em fazer exponencial a policromia. Michelangelo não o conseguiria.

Mas há novidades. Pelo menos, para mim.

Uma é a possibilidade de a miscigenação e a população indígena voltarem a crescer. Problema sério para os fazendeiros que ganharam ou tomaram terras de índios ao longo de nossa história.

Motivo: jovens índias estão vendendo a virgindade por R$ 20,00 mais uma caixa de bombons. Não precisa ser belga nem mesmo Kopenhagen.

Em São Paulo, o Museu do Ipiranga, único local acessível aos meus pais, na década de 1950 e até hoje, para levar uma criança ao contato com parte da história do Brasil, cai aos pedaços.

A USP, responsável pelo museu, reclama que não recebe verbas da Secretaria Estadual da Educação para reformá-lo, que diz que não as recebe de Alfredo, que ama Ana Maria, que preferiu casar com Tiago, que amava toda a quadrilha.

Ainda em São Paulo, ladrões mais uma vez invadiram um restaurante e roubaram os clientes. Dessa vez, num japonês, em Moema.

O gerente deu um jeito de escapar e, da laje, acionou a polícia. Vem aí o sushi na laje. Em noites de muito calor, ótima alternativa ao churrasco.

No plano nacional, mas com forte viés externo, a revista britânica The Economist vê a nossa economia “moribunda” e sugere à presidente Dilma demitir o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Parodiando expressão preconceituosa com certos estados do nordeste brasileiro, os britânicos saíram de suas colônias, mas o colonialismo nunca saiu do britânico.

Um leitor assíduo, bom na troca de e-mails, sugere ao blog tratar de assuntos variados nos fins de semana, e deixar a economia, agropecuária, enfim, a seriedade nacional, para os dias úteis.

Uma segunda leitora – e a lista não deve ir além – brilhante em suas argumentações por e-mail, a exemplo do que diz de si mesma, informa ver no blog uma mosca em algumas sopas, e sugere o mesmo para os fins de semana.

Vou tentar. Com toda essa fama e os condicionantes funcionais de Terra Magazine e do Portal, é provável que apenas os dois amigos aqui citados venham jogar comigo o “Dominó de Botequim”, aos domingos.

Bem-vindos.

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