POR MARINA DIAS
 
O deputado federal Gabriel Chalita (PMDB) afirmou nesta quinta-feira (31) que prefere ser ministro do governo Dilma Rousseff a ser candidato ao governo de São Paulo em 2014. "É claro que, se tiver a possibilidade de um dia ser candidato ao governo, é muito bom. Agora, se houver a possibilidade de ser ministro, é maravilhoso. [...] Na verdade, eu preferiria ficar no ministério", disse o peemedebista. 
 
Chalita é cotado para ser ministro de Ciência e Tecnologia e parece animado com a ideia. "Se isso é uma coisa que está prestes a acontecer, como as pessoas colocam… [eu ser nomeado para] Ciência e Tecnologia, é uma área que tem tudo a ver com o que acredito que o Brasil precisa, mas ainda não houve o convite".
 
Durante o lançamento do livro de poemas "Anônima Intimidade", do vice-presidente da República, Michel Temer, Chalita afastou a possibilidade de seu padrinho político não participar da chapa que disputará reeleição. "A chapa Dilma e Temer é uma chapa consagrada. A presidenta tem dado todas as demonstrações de que gostaria que o vice fosse Temer. O PMDB é um partido absolutamente leal ao governo", declarou Chalita.
 
O vice-presidente, por sua vez, afirmou que "Chalita pode ser candidato a qualquer coisa, até para secretário-geral da ONU". Temer recebeu o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), o deputado Paulo Maluf (PP), entre outras autoridades em uma livraria da região central da capital paulista. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), tinha presença confirmada no evento, mas acabou não comparecendo. Segundo sua assessoria, o excesso de compromissos do dia impediram que o petista conseguisse cumprir todas as agendas.
 
Reportagem da Folha de S.Paulo informou que o ex-presidente Lula tem dito a interlocutores que seu plano para 2014 é lançar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), como vice na chapa de Dilma e, para afagar o PMDB, a solução seria o PT abrir mão de candidatura própria para o governo de São Paulo e apoiar Chalita. Lula não teria conversado com Temer sobre o assunto e a proposta não agradaria aos petistas. 
 
Os ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Marta Suplicy (Cultura) são nomes cotados para 2014, e Alexandre Padilha (Saúde), como uma opção "nova", como foi Haddad para a Prefeitura da capital paulista, vem ganhando força dentro do partido.
 
"Lula nunca me disse 'tenho planos para você' [...], em nenhum momento ele disse 'você vai ser o candidato ao governo'", garante Chalita. Segundo ele, sua última conversa com o ex-presidente foi antes da eleição de Haddad, em outubro.