Assalto, invasão, arrastão. São vários os apelidos do crime que vem batendo na porta da classe média paulistana: entre julho de 2004 e junho de 2006, estima-se que mais de 35 prédios de alto padrão foram assaltados em São Paulo, pelo menos cinco só neste ano, segundo o Secovi, Sindicato da Habitação. A Secretaria de Segurança Pública não revela esse dado.
Prédios de alto padrão em bairros nobres de São Paulo são vítimas freqüentes de ataques bem elaborados por quadrilhas organizadas, que estudam a estrutura do edifício e a rotina dos moradores antes de planejar a invasão e, em grande parte das vezes, desaparecem bem antes de a polícia ser acionada.
Considerado por muitos como o crime da moda, arrastões a prédios de luxo recebem destaque especial da mídia, que oferece detalhes sobre como a segurança do edifício foi furada, quantos assaltantes formaram a quadrilha, quantos dólares e jóias foram roubados e quantos moradores foram feitos reféns. Recentemente, a Polícia Militar criou uma lista de normas a serem seguidas para evitar essa visita desagradável.
As primeiras vítimas dos assaltantes, no entanto, recebem pouca ou nenhuma atenção. Os porteiros - cuja data comemorativa é o 9 de junho - são sempre os primeiros a ser rendidos e, geralmente, são forçados, sob a mira de uma arma de fogo, a permanecer na guarita e fingir que tudo está bem durante toda a operação. Quando tudo acaba e a polícia vai embora, eles ainda correm o risco de levar a culpa e perder o emprego.
Os que mantêm o trabalho evitam o assunto. Os porteiros de plantão se recusam a fornecer detalhes sobre o episódio, afirmando, geralmente, que foram proibidos pelos síndicos. Só quatro aceitaram dar depoimento. Todos os nomes foram alterados para proteger suas identidades. Leia suas histórias nos links abaixo:
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» Controle externo
» Sob a mira de uma pistola
» No lugar errado, na hora errada
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