
A porta-voz da Reitoria da USP, Márcia Furtado Avanza, disse que a cessão ao uso do anfiteatro foi feita quando se soube que a manifestação seria um ato público contra o Estado de Israel.
Terra Magazine - Por que a Reitoria cancelou a permissão do uso do anfiteatro para o ato?
Márcia Furtado Avanza - O anfiteatro foi cedido aos organizadores pelo Pró-Reitor de Cultura, Sedi Hirano, que acreditava se tratar de uma mesa redonda sobre o conflito no Oriente Médio. A cessão do auditório foi cancelada quando descobriram que era um ato público contra o Estado de Israel. A universidade defende a democracia e o direito de indivíduos expressarem sua opinião, mas que, como instituição, não poderia tomar uma posição contra um estado soberano.
A Federação Israelita confirmou a crítica do Sintusp de que professores ligados à Federação impediram a cessão do anfiteatro.
A USP tem uma grande comunidade israelita, inclusive um antigo reitor da USP, Walter Maierovitch, é judeu.
Em seu boletim, o Sintusp disse que "a reitoria mostrou-se subserviente às 'poderosas' forças dos imperialistas e dos genocidas judeus".
A USP é um espaço democrático para divulgar idéias. A Reitoria suspendeu o uso do anfiteatro para realizar o ato público, mas entende que o Sintusp tem autonomia para tomar sua posição, mas não fala em nome da USP. Essa não é a posição da USP e, se fosse uma posição pública de um dirigente ou um conselho da universidade, a USP repudiaria essa posição. Mas que nesse caso não cabe sanção ou endosso à posição do Sintusp.
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