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A Terra Magazine o Sintusp reafirma sua posição "pelo fim do Estado de Israel" e, é possível dizer tanto, lança uma proposta que deve ser inédita no mundo: "Pela criação do Estado palestino laico, onde caibam todos, palestinos, israelenses, árabes..."
A Adusp, por seu lado, informa por meio do seu vice-presidente, Francisco Miraglia, ter participado do ato "na condição de convidada" e que "discorda da opinião do Sintusp". Posicionamento esse que não excluiu o envio de protesto formal à Reitoria "contra a proibição do uso do anfiteatro" por parte dos manifestantes.
O geógrafo Aziz Ab'Saber, professor emérito e proeminente personalidade da Universidade de São Paulo, participou do ato. Ouvido por Terra Magazine, relatou que, embora fosse contra a proibição do ato por parte da Reitoria, e tenha se deparado com "gente muito braba" na manifestação, desconhecia até agora o teor do boletim do Sintusp:
- Tá assim? Eu não sabia. O problema agora seria resolver o Estado Palestino, e não acabar com o Estado de Israel. Esse boletim é da alçada de pessoas que não são árabes nem israelenses.
A Federação Israelita, em palavras do seu vice-presidente Ricardo Berkiensztat, admite ter pedido a professores que trabalhassem contra o ato no anfiteatro da universidade:
- A USP não permite uma manifestação com esse cunho num lugar público.
Na quinta-feira (17), a Federção Israelita entrou com um pedido na Procuradoria Geral de Justiça contra o conteúdo do boletim que pedia o fim do Estado de Israel.
A assessora de imprensa da Reitoria, Márcia Furtado Avanza, disse:
- A Reitoria cedeu, inicialmente, o anfiteatro achando que seria uma mesa redonda sobre o conflito no Oriente Médio, mas a cessão do anfiteatro foi cancelada quando se soube que seria um ato público contra o Estado de Israel.
O Diretório Central dos Estudantes da USP (DCE) foi ouvido, por meio do diretor Frederico Alves, mas não quis se posicionar sobre o boletim.
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