
Entrevista a Ana Carolina Moreno, especial para Terra Magazine
Antonio Carlos Magalhães acha que Cláudio Lembo falou demais. Às 20h de sexta-feira, o Senador (PFL-BA) falou a Terra Magazine sobre a entrevista em que o governador disse que a eleição caminha para a vitória de Lula já no primeiro turno (leia aqui). Para ACM, "o melhor é fingir que ele não falou, porque ele é pouco ouvido. Ele fala sem conhecimento de causa, até porque ele não é do ramo".
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O senador da Bahia afirmou não acreditar que o eleitorado do Estado de São Paulo, onde Alckmin tem mais intenções de voto, esteja se deslocando para Lula, e que a fala de Lembo teve a intenção de favorecer o presidente. "Que ele quer agradar o Lula, disso não há dúvida."
Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Terra Magazine - O Governador de São Paulo, Cláudio Lembo, disse que só um fenômeno impediria a reeleição do presidente Lula. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Antonio Carlos Magalhães - Acho que se ele ficasse calado prestaria um serviço melhor a São Paulo e ao partido. Ele fala sem conhecimento de causa, até porque ele não é do ramo. Eu não tenho nenhum remorso porque quem o indicou foi o Dr. Marco Maciel e Jorge Bornhausen.
Ao cargo de vice-governador?
Ele é um vice-governador que chegou por acaso, ele mesmo disse. Agora, poderia ser mais sensato e não prejudicar o governador a quem ele serviu.
O Tarso Genro falou que essa conclusão do Lembo se reflete no eleitorado paulista, que estaria se deslocando para a candidatura do Lula. O senhor concorda com essa afirmação?
Que ele quer agradar o Lula, disso não há dúvida. Agora se chega a esse ponto, isso eu não sei.
Como membro de um partido aliado ao Alckmin, qual a conseqüência da fala de Lembo admitindo uma quase inevitável derrota de Alckmin?
Acho que o melhor é fingir que ele não falou, porque ele é pouco ouvido.
O senhor tem mais algum comentário a fazer?
Eu acertei desde cedo quando ele não aceitou a cooperação do Exército e hoje está aceitando. Ele errou no primeiro dia.
Quando não aceitou o Exército?
Exatamente, a cooperação do Exército. E não aceitando ele prejudicou o Alckmin.
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