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Segunda, 2 de outubro de 2006, 13h08 Atualizada às 20h00

Conversa com Lula foi fria; com Alckmin, afetiva

Bob Fernandes

Candidato derrotado nas eleições presidenciais, Cristovam Buarque (PDT) falou com exclusividade a Terra Magazine sobre o apoio no segundo turno e o contato que teve com os primeiros colocados no primeiro turno, Lula e Geraldo Alckmin, ao final da apuração.

Terra Magazine - O senhor já decidiu quem irá apoiar?
Cristovam Buarque - Não, ainda não. E essa decisão não será pessoal, será partidária e contará muito a opinião do (Carlos) Luppi (presidente do PDT).

Vocês superaram a cláusula de barreira?
Pelas contas que fizemos, sim, com 160 mil votos. Mas a contagem oficial ainda não se encerrou e há quem diga que não. Estou apreensivo.

O senhor falou com o presidente Lula ou com o Alckmin na madrugada?
Sim. Falei com ambos.

A informação que tenho é que a conversa com o presidente foi mais fria...
De fato. O presidente foi mais frio e seco. Apenas me cumprimentou e me parabenizou pela campanha. Com Alckmin a conversa foi mais afetiva, mais extensa, mais interessante.

Isso vai influenciar na decisão?
Não. Política não se faz assim. Há vários fatores que devem ser levados em conta.

Quais, por exemplo?
A reação e a repercussão junto ao nosso eleitorado. O PSOL, por exemplo, vai liberar, não vai apoiar nem um nem outro.

O senhor e o PDT podem tomar a mesma posição?
É pouco provável.

Existe a possibilidade de o senhor apoiar Lula?
Vamos conversar com os candidatos, todas as possibilidades estão em aberto.


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