O jornal Correio Braziliense estampou nas suas páginas hoje uma gravação que revela como o delegado da Polícia Federal Edmílson Bruno vazou as fotos do dinheiro do dossiê para imprensa. O fato aconteceu dois dias antes do primeiro turno das eleições. Na época, o policial repassou um CD para um grupo de repórteres com 12 fotos.
- Vou chegar agora à tarde para o superintendente desesperado e dizer: "Doutor, me furtaram...", disse ele. - O que vai parecer é que alguém roubou e vazou na imprensa. Porque só eu tenho isso aí (as fotos). Eu e os peritos. Mais ninguém tem, nem o superintendente.
Na conversa obtida pelo jornal, Bruno, que conversava em off com jornalistas, menciona também dois possíveis suspeitos que seriam donos de parte do dinheiro. Segundo o delegado, Vicente e André De Noce, pai e filho, sempre "socorreram" o PT com empréstimos.
Em tempo. O delegado Bruno estava de plantão no dia em que prendeu os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos, com R$ 1,7 milhão, num hotel em São Paulo. No dia, interrogado por Bruno, Gedimar citou o nome de Freud Godoy, assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Anteontem, o petista disse que foi forçado a falar o nome do assessor em troca da "falsa promessa" de que seria libertado por Bruno.
Bruno afirmou nas gravações que a família De Noce trabalharia como "agiota" do PT. E ainda acusou para os jornalistas presentes:
- Toda vez que o PT está precisando de dinheiro, ele socorre. Esse dinheiro vem por fora. O PT está com a grana lá fora. A grana está vindo, o De Noce banca, depois ele devolve.
O delegado contou também que os nomes dos empresários surgiram por conta de uma investigação paralela que ele estava fazendo.
- Não é da Polícia Federal. É gente de fora.
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