O ataque pode ser o primeiro com armas nucleares desde 1945, quando os EUA lançaram as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão. As armas israelenses teriam a força equivalente a 1/15 da bomba de Hiroshima, segundo o o jornal britânico.
O alvo preferencial é a central nuclear em Natanz, ao sul de Teerã, defendida por uma bateria de 24 foguetes antiaéreos. Devido à espessura das paredes da central, terão de ser utilizadas bombas de mil quilotons, o equivalente a uma tonelada de TNT.
Ainda segundo o Sunday Times, o plano foi elaborado pelo serviço de inteligência israelense Mossad, que teria chegado à conclusão de que o Irã terá urânio enriquecido o suficiente para produzir armas nucleares em dois anos.
Israel teria definido outros dois alvos além da central de Natanz: uma instalação de conversão de urânio perto de Isfahan, onde 250 toneladas de gás estariam estocadas em túneis, e um reator de água pesada em Arak, inaugurado em 26 de agosto de 2006, onde pode haver, em breve, plutônio suficiente para uma bomba.
Urânio enriquecido e o plutônio, além de componentes para armas nucleares, servem para produzir eletricidade, e este é o objetivo declarado do programa nuclear iraniano.
Na última terça-feira, os EUA anunciaram que estavam preparados para uma iniciativa diplomática com vários países europeus com o objetivo de isolar financeiramente o Irã, numa tentativa de pressionar o país a suspender seu programa nuclear. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou "lamentar" essa decisão. Israel já se declarou "tecnicamente" capaz de realizar um ataque ao Irã.
No final de dezembro último, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução com a adoção de sanções contra o Irã se o país não suspender seu programa nuclear. A medida foi rejeitada pelo governo iraniano, e Mahmoud Ahmadinejad afirmou que Israel deveria ser "riscado do mapa". Israel, possível detentos do único arsenal nuclear do Oriente Médio, anunciou que não permitiria o avanço do Irã no enriquecimento de urânio.