
Karen Cunsolo e Raphael Prado
Ponte rodoviária. É isso que pode virar a ponte aérea. Os problemas nos aeroportos e provavelmente o medo de voar depois do acidente com o Airbus da TAM, na terça-feira, 17, estão fazendo com que os passageiros recorram aos ônibus para chegar ao seu destino.Nos últimos dias, todas as empresas que operam o trecho Rio-São Paulo notaram um aumento da venda de passagens. As companhias já estavam preparadas para uma demanda maior em função das férias escolares e dos Jogos Pan-Americanos. Mas o caos aéreo também contribuiu.
- Com relação a julho do ano passado já houve aumento de 35%, antes mesmo de fechar o mês - afirma o diretor comercial da 1001, Carlos Lacerda.
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A Expresso do Sul, outra companhia que opera o trecho Rio-São Paulo, informa, no guichê, que o aumento foi de 35% a 40% em relação ao mesmo período do ano passado.
- O aumento já era esperado em função das férias e do Pan - diz Ronaldo Passarela, diretor-superintendente da Itapemirim, outra grande empresa que trafega nesse trecho. Para a companhia, o aumento foi de 10% a 15% se forem considerados somente os problemas nos aeroportos.
Passarela explica que o aumento das vendas pela internet não pode ter como única atribuição o caos aéreo. A 1001 informou que houve um incremento de 13% nesse setor.
- A venda de passagens rodoviárias pela internet é muito recente, tem em torno de 5 anos. Então cresce mesmo, uns 10% ou 15%, a cada ano - afirma o diretor da Itapemirim.
Os viajantes acostumados aos ônibus também têm notado uma presença "diferente" nas rodoviárias. Trajes e malas com etiquetas de companhias aéreas denunciam que aqueles passageiros estariam num aeroporto, não fosse o caos. A 1001 também registrou um aumento de 17% na ocupação da primeira classe - a "Área VIP" -, desde a última semana.
Dados consolidados
A Socicam - empresa que administra os principais terminais rodoviários de São Paulo - informa que só terá os dados consolidados do aumento na movimentação daqui a cerca de um mês. A assessoria de imprensa informa que são mais de 70 empresas operando para mais de 1000 destinos diferentes, o que torna demorado o cruzamento de todos os dados.
Terra Magazine