
Atualizada às 18h30 Bob Fernandes
Depois de ter acertado com o ministro da Defesa, Waldir Pires, sua substituição pelo ex-presidente do Supremo Nelson Jobim, nesta manhã, o presidente Lula decidiu trocar também o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira.
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O governo também caminha na direção de abrir o capital da Infraero e torná-la uma empresa mista, nos moldes da Petrobrás, com controle do Estado. Isso permitiria a captação de recursos para investir em infra-estrutura aeroporturária.
Em verdade há um vácuo de poder entre os diversos órgãos e siglas que atuam no setor - Decea, Infraero, Anac - mas, isso à parte, é enorme o desgaste da Infraero e do brigadeiro na crise que assola o setor há dez meses.
Estatal responsável pela administração de todos os grandes aeroportos do Brasil, a Infraero foi relacionada ao acidente da TAM que matou 199 pessoas por causa das suspeitas em relação à qualidade da pista de Congonhas, recém-reformada.
Pereira, brigadeiro aposentado, assumiu o comando da Infraero em março do ano passado, em substituição ao pernambucano Carlos Wilson. Na defensiva desde o agravamento da crise aérea, ele afirmou recentemente que seria preciso "cortar na própria carne" em razão do acidente da TAM.
"Foi uma tragédia sim, mas é uma tragédia nossa. Tem erros sim. Mas nós vamos resolvê-los cortando na própria carne", afirmou, depois de chamar de "imbecis" representantes da Federação Internacional dos Controladores Aéreos, que haviam sugerido uma intervenção internacional no setor aéreo brasileiro.
Terra Magazine
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Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, também será substituído pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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