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Quinta, 16 de agosto de 2007, 16h22

Wellington Dias responde ao presidente da Philips

Felipe Corazza Barreto
Raphael Prado

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), reagiu à declaração dada pelo presidente da Philips, Roberto Zottolo, ao jornal Valor Econômico nesta quinta-feira. "Não se pode achar que o país é um Piauí, no sentido de tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado", disse o executivo da multinacional, que é também um dos idealizadores do movimento "Cansei".

Em nota oficial, Dias afirmou: "Lamentavelmente, o presidente da Philips para a América Latina, Paulo Zottolo, desconhece o Piauí. Tenho certeza de que o capitalismo afasta o homem do ser humano. Que Deus dê a ele a oportunidade de conhecer o Piauí e os homens e mulheres que aqui vivem".

No Congresso, a declaração - que, aliás, coincide com o aniversário da capital piauiense, Teresina - também gerou reações. "É um tolo, um arrogante tolo, porque tem uns dólares da Philips, ignorante da nossa história", disse o senador Mão Santa (leia mais aqui).

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O governador do Estado lembrou, também, que um piauiense, José Horácio de Freitas, foi diretor financeiro da Philips. "Por ele e por todos os cidadãos piauienses deveríamos ter respeito." Dias encerra a nota com um convite para que Zottolo conheça o Piauí.

A declaração do empresário foi feita quando justificava sua participação no movimento "Cansei", idealizado por empresários no escritório do empresário João Doria Jr e atualmente capitaneado pelo presidente da OAB de São Paulo, Luiz D'Urso.

Procurada, a assessoria de imprensa da Philips não respondeu à reportagem até a publicação deste texto.

Em 2005, a empresa firmou uma parceria, no valor de R$ 2 milhões para a instalação de uma UTI no Hospital Regional Dirceu Mendes Arcoverde, na cidade de Parnaíba.

A participação da Philips no "Cansei" já foi alvo de uma representação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O presidente da central, Arthur Henrique da Silva, alega que a empresa fere as diretrizes para multinacionais da organização.

A carta de diretrizes da OCDE recomenda, no 11º item das "Políticas Gerais", que as multinacionais devem "abster-se de qualquer envolvimento abusivo nas atividades políticas locais".

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Valter Campanato/Agência Brasil
Wellington Dias: "O presidente da Philips para a América Latina, Paulo Zottolo, desconhece o Piauí"

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