
Atualizada às 13h26 Bob Fernandes
"Preciso ver o que é isso, porque são coisas que aparecem no Corinthians do nada, entendeu? Isto é um perigo porque se o cara deposita lá (no Corinthians), o dinheiro vai todo embora". Esse é um trecho do diálogo entre Fischer, funcionário da MSI, e Renato Duprat, braço direito informal de Alberto Dualib quando presidente do Corinthians.
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» Trecho da conversa entre Fischer e Duprat 
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Terra Magazine põe no ar nesta tarde de quarta-feira trechos das fitas do caso Corinthians/MSI.
O relatório da investigação da Polícia Federal, em grande parte baseado em interceptações de escutas telefônicas com autorização judicial, foi publicado por Terra Magazine e pelo jornalista Juca Kfouri, da Folha de S.Paulo, no sábado, 8.
Nos links acima, a íntegra das reportagens sobre a Operação Perestroika.
E, aqui, trechos das conversas entre dirigentes corintianos e integrantes da MSI. Nos diálogos, Alberto Dualib, presidente afastado do Corinthians, e seu braço direito informal, Renato Duprat.
Eles falam dos investimentos do fundo MSI no Corinthians e que, na segunda etapa, haverá algum investimento com relação ao campo de futebol. O então presidente corintiano reclama com o interlocutor que eles não podem continuar nesse "lenga-lenga".
No dia 04 de abril de 2007, conversa iniciada às 10h44h39s, Alberto Dualib e Renato Duprat trocam um telefonema. Em certo momento do diálogo, Renato diz que Nesi Cury, então vice-presidente do Corinthians, está a favor de Andres Sanchez - outro vice-presidente na ocasião. E é ele quem arma tudo. Alberto diz que "se vier a remessa de 10 milhões de dólares, tudo se resolve".
Alberto pergunta então "se estão com medo que a MSI roube o dinheiro", explicita o relatório da PF. Renato Duprat diz que "o governo precisa dar autorização e o Lula deu a autorização das regras dele em relação ao ministério da Justiça, Itamaraty e tudo mais". Alberto diz que Lula deu sinal verde total, pois já trocou todo mundo.
Fato é que, no encontro entre Dualib e Duprat com Lula, o presidente da República não aceitou dar um telefonema para o russo Boris Berezovski, como solicitado, e o Palácio do Planalto nega a veracidade no teor das afirmações de Dualib e Duprat. Da mesma forma, ao contrário do que anunciam em outros instantes das conversas, Lula foi a Londres mas não se encontrou com o bilionário Berezovski.
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