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Sábado, 15 de setembro de 2007, 08h08

Corinthians é "ponta do iceberg", vê deputada

Felipe Corazza Barreto

A parceria com o Corinthians seria "a ponta do iceberg" na entrada de dinheiro da máfia no país. A avaliação é da deputada e presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, Lídice da Mata (PSB-BA).

A Câmara realizou, na quinta-feira, uma audiência pública com objetivo de fornecer esclarecimentos aos deputados sobre a parceria entre o Corinthians e o fundo de investimentos MSI. Com a conclusão do relatório da Polícia Federal, revelado em primeira mão por Terra Magazine, o debate foi além de apenas esclarecimentos. Segundo a deputada, as conversas e propostas trataram da gestão de clubes em geral:

- A fragilidade dos clubes brasileiros, dos financiamentos, põe esses clubes vulneráveis a esse tipo de assédio.

O exemplo citado pela deputada desta vulnerabilidade dos clubes e de como pode ser aproveitada para atos suspeitos vem da própria MSI. O milionário russo Boris Berezovski, segundo Lídice, tinha como fim utilizar o futebol como uma "base" para estabelecer a máfia russa no Brasil:

- Está claro, pelo depoimento do dr. Romeu Tuma, de que o Boris, realmente, é uma pessoa envolvida com o banditismo internacional.

Durante a mesma audiência, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rubens Approbato Machado, apresentou uma proposta para instituir punições a clubes de futebol que utilizem dinheiro de origem comprovadamente ilícita.

Lídice da Mata define a intenção do presidente:

- As entidades de prática desportiva que, comprovadamente, nas competições em que participam, se utilizarem de recursos financeiros originários de atos tipificados como ilícitos penais, se sujeitam, além das sanções da Justiça comum, às sanções da Justiça desportiva.

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Na próxima quinta-feira haverá uma nova audiência pública na Comissão para continuar os esclarecimentos. Lídice da Mata espera que as reuniões dêem uma base maior para que se crie uma regulamentação mais precisa para o tema: - É preciso uma legislação que vá trancando as portas para o crime.

O próximo encontro será para ouvir o depoimento dos procuradores dos ministérios públicos Federal e Estadual que acompanham o caso do Corinthians.

 

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