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Quinta, 27 de dezembro de 2007, 10h10

Fechado, Stand Center "muda" de endereço

Raphael Prado

Nos dias que antecederam o Natal, a frustração estampava o rosto de quem lia os comunicados na porta do estabelecimento de número 1098, na avenida Paulista, em São Paulo. Visitantes de todas as partes da capital paulista - e de fora dela - procuraram o Stand Center para as últimas compras. Mas ele estava fechado.

Lá funciona um dos mais conhecidos centros de comércio popular de São Paulo. Vende roupas, bijuterias, produtos eletrônicos supostamente contrabandeados e CD's e DVD's piratas. Mas não foi esse o motivo do fechamento do Stand Center na última quarta-feira, 19, pela Prefeitura Municipal. A alegação foi: não cumprir normas de segurança para funcionamento.

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Durante a operação, feita em conjunto pela Polícia Civil, Guarda Metropolitana, prefeitura, Receita Federal e Secretaria da Fazenda, o secretário de Habitação municipal, Orlando Almeida, declarou:

- (O Stand Center) será emparedado como forma de mostrar à população que o comércio de mercadorias ilícitas não é permitido.

O shopping, no entanto, não foi bloqueado com tijolos. Isso aconteceu apenas com o Promocenter, que comercializa os mesmos tipos de produtos e também fica na avenida Paulista.

Mas a paralisação do Stand Center - principalmente pela alegação da prefeitura - não impediu que as lojas funcionassem normalmente, em outros lugares. Na porta do estabelecimento, cartazes indicam o novo local de trabalho:

- Notebooks com preços imperdíveis. Comfira (sic) loja 15, Av. Paulista, xxxx - diz uma das placas.

A Subprefeitura da Sé, responsável pela ação nos shoppings populares, diz que as lojas que estão operando em outros endereços vendem produtos legalizados. Mas reconhece que mesmo quem comercializa mercadorias roubadas ou pirateadas poderia operar em outro local, já que a interdição ocorreu por uma questão técnica dos prédios e foi feita pelo Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis).

Por meio da assessoria de imprensa, a Subprefeitura da Sé alega:

- Quando a Receita Federal chegou para a operação, as lojas já estavam fechadas e não foi possível fazer nenhuma autuação. Essa interdição em relação à origem dos produtos tem que ser feita pela Receita, não é atribuição da prefeitura.

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Raphael Prado/Terra Magazine
Cartaz na porta do Stand Center, em São Paulo, indica que loja continua funcionando em endereço vizinho, na mesma avenida Paulista

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