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Terça, 19 de fevereiro de 2008, 08h41

Aos 81, Fidel deixa a presidência de Cuba

"Não aspirarei nem aceitarei - repito - não aspirarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante-em-Chefe". Foi com essas palavras, publicadas em carta no jornal Granma, que o líder cubano Fidel Castro, 81, renunciou, nesta terça-feira, a suas funções no governo de Cuba.

Fidel ocupava o poder desde 1959 quando, acompanhado de um punhado de guerrilheiros, desceu de Sierra Maestra para derrubar o ditador Fulgêncio Batista. Começava ali a Revolução Cubana.

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Desde 2006, ele vinha se recuperando de uma série de cirurgias. Por conta dos problemas de saúde, Fidel já havia transferido algumas funções a seu irmão Raúl Castro, 76, na estrutura de poder do país.

Desde a Revolução, Cuba, obteve melhorias na maioria de seus indicadores sociais - especialmente educação e saúde. Os opositores de Fidel, contudo, nunca deixaram de criticá-lo pela falta de liberdades políticas na Ilha.

O líder cubano quase iniciou, em 1962, uma guerra nuclear com os Estados Unidos - na chamada Crise dos Mísseis e, avesso a reformas, assistiu à distância a queda do Muro de Berlim e o colpaso da União Soviética.

Com o fim da ajuda do bloco socialista, Cuba passou por enormes dificuldades econômicas nos anos 90, que ficaram conhecidas pelos cubanos como "Período Especial".

Mesmo afastado do poder, Fidel faz um último lembrete na carta de renúncia publicada pelo Granma:

- Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias.

 
Jorge Rey/AP
O líder cubano Fidel Castro que, aos 81 anos, renuncia à presidência de Cuba

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