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Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falará hoje, por telefone, com a colega argentina Cristina Kirchner sobre a crise continental ocasionada depois da morte do guerrilheiro Raúl Reyes
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Bob Fernandes
O presidente Lula, que conversou com os mais próximos na noite do domingo, decidiu que, por enquanto, é "hora da diplomacia". Leia-se: para tratar da crise Colômbia-Venezuela-Equador ocasionada pela morte do número 2 das Farc, Raúl Reyes, em ação aérea de forças colombianas sobre o território do Equador, estão escalados o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o assessor especial da presidência para Relações Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
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O presidente Lula só deverá se manifestar quando as teias diplomáticas já tiverem mapeado devidamente o terreno. Hoje, em conversa que já estava marcada, Lula falará por telefone com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. A alta temperatura político-militar no continente será tema da conversa.
No domingo, Lula e Cristina já haviam trocado telefonemas e também falaram com o colombiano Álvaro Uribe, o venezuelano Hugo Chávez e o equatoriano Rafael Corrêa.
No sábado pela manhã, Raúl Reyes foi morto com mais 16 guerrilheiros enquanto transitava na fronteira Colômbia-Equador, e, ao que se sabe, em território equatoriano. Ele foi alvo de um bombardeio aéreo.
Domingo, 2, o presidente da venezuela, Hugo Chávez, ordenou a seu ministro da Defesa, general Gustavo Rangel Briceño, que movesse 10 batalhões para a fronteira e ameaçou:
- Nós não queremos guerra, mas não vamos permitir ao império norte-americano, que é o amo, ao seu filhote, o presidente (Álvaro) Uribe, e à oligarquia colombiana que venham nos debilitar e dividir.
O presidente colombiano pediu desculpas pelo ato no domingo à noite. Mesmo assim, o equatoriano Rafael Corrêa expulsou do país o embaixador da Colômbia e também mandou tropas para a fronteira. Chávez fechou a embaixada venezuelana no Equador.
Cúpula "subiu no telhado"
Está marcada para este mês de março, na cidade de Cartagena, na Colômbia, a Cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasur). A percepção é de que o evento "subiu no telhado".
Sobre esse encontro, Hugo Chávez afirmou:
- Seria uma grande contradição que um governo subimperialista, mafioso, agressor, dado à guerra e que está destruindo a unidade vá montar um show, como anfitriões de uma conferência de unidade.
Terra Magazine
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