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AP
O ministro do Interior da Venezuela, Ramon Rodriguez Chacin (foto), que chamou de "mentiroso" o chefe de polícia da Colômbia, general Oscar Naranjo
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Walter Fanganiello Maierovitch, do IBGF*
O "troco" veio rápido. Menos de 24 horas depois da acusação feita pelo chefe de polícia da Colômbia, general Oscar Naranjo, de um presumido financiamento de US$ 300 milhões do venezuelano Hugo Chávez às Farc, vem a reação.
Coube ao ministro do Interior (defesa interna) da Venezuela, Ramon Rodriguez Chacin, refutar Naranjo, chamado-o de "mentiroso", e acusá-lo de traficar cocaína.
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Segundo Naranjo, a prova da ligação financeira entre Chávez e as Farc consta da memória do computador apreendido, no sábado passado, depois do bombardeio a um acampamento que resultou na morte do comandante Raúl Reyes (segundo na hierarquia da guerrilha), no Equador, próximo às margens do Rio Putumayo.
Na resposta, frisou o ministro venezuelano do interior que no mês de fevereiro, na cidade de Mérida (Golfo do México-Atântico), foi assassinado o potente narco-colombiano Wilmer Varela. A polícia venezuelana também logrou apreender o seu computador pessoal. Na memória do equipamento de Wilmer Varela, segundo o ministro venezuelano Ramon Rodriguez Chacin, existem informações que apontam o envolvimeneto do general Naranjo com o narcotráfico:
- Temos importantes informações de narcotraficantes que implicam o general Oscar Naranjo no tráfico de cocaína - garante.
Como se percebe, o conflito está difícil de ser aplacado. E é difícil acreditar que a apagada e desacreditada Organização dos Estados Americanos (OEA) consiga arrefecer os ânimos entre o belicoso Uribe, fâmulo de Bush, e o verborrágico Chávez, que não deve esquecer ter Simon Bolívar morrido na Colômbia.
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