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Fabio Pozzebom/Agência Brasil
O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, para quem o debate sobre gastos pessoais no exercício da presidência "apequena" a ele e a Lula
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Bob Fernandes
- A ministra Dilma deveria demitir sua assessora... Eu faria isso. (...) A Ruth ficou irritada, mais do que isso, ficou indignada.
A frase é do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Foi dita no programa Em Questão, da TV Gazeta. Conduzido pela jornalista Maria Lydia, o Em Questão vai ao ar no domingo, às 23h30.
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A referência é ao suposto dossiê sobre gastos pessoais do ex-presidente e sua mulher, Ruth Cardoso. Dossiê esse que teria sido produzido por Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil. A informação foi publicada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo.
A irritação de Ruth Cardoso, explica o ex-presidente, se deu também porque há dias a ministra Dilma Rousseff ligou para a ex-primeira-dama garantindo que dossiê algum havia sido elaborado.
Ainda sobre o assunto, admitiu Fernando Henrique Cardoso:
- Esse é um debate sobre miudezas, pequenezas. (...) Isso apequena a mim e ao presidente Lula...
Ante a pergunta "O senhor admite que isso apequena ao senhor e ao presidente?", FHC reafirmou:
- Apequena, apequena a mim e ao Lula.
FHC disse ainda que Lula tem "obsessão" por ele e, sobre o recente discurso do presidente afirmando que irá fazer seu sucessor, cutucou: "ninguém é imbatível".
Provocado sobre a reciprocidade nessa "obsessão", respondeu:
- Ele me obriga a isso.
Disse ainda que Lula não entende o papel histórico que tem e dele cobrou "grandeza".
Indagado se aceitaria um encontro com o presidente, rejeitou:
- Não, sou uma pessoa de caráter, houve muitos agravos.
Sobre a sucessão municipal em São Paulo, deixou clara sua posição:
- Tudo deveria ser decidido numa convenção. (...) Já disse ao Serra que estou com ele para o que ele precisar.
Apesar da costumeira afabilidade e sem ser explícito, Fernando Henrique Cardoso deixou patente seu desconforto com Geraldo Alckmin, suas diferenças com o governador de Minas Aécio Neves em relação à sucessão em São Paulo e sua preferência pela candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
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