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Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Dionito José de Souza, coordenador-geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR), protocola na Polícia Federal denúncia de incêndio criminoso em aldeias na Terra Indígena Raposa Serra do Sol
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Diego Salmen
Especial para Terra Magazine
O coordenador do Conselho Indígena de Roraima, Dionito José de Souza, critica a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender a retirada de não-índios da Reserva Raposa Serra do Sol. Para ele, a decisão "viola o direito dos povos indígenas".
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- A luta vai continuar até o último índio - garante.
Na quarta-feira, 9, os ministros do STF decidiram por unanimidade suspender a retirada de não-índios do local. A tarefa seria realizada por efetivos da Polícia Federal; cerca de 500 agentes já se encontravam no local para executar as operações.
O governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), disse em entrevista a Terra Magazine que temia mortes num eventual confronto entre a polícia e os produtores de arroz que vivem na região e são contrários à retirada.
- A maioria (dessas famílias) prefere morrer do que sair de lá - relatou o governador.
Já Souza afirma que a suspensão "complica a vida" dos povos indígenas, favorecendo a "bagunça" e o "terrorismo" dos rizicultores, que há dias permanecem na área, estimada em 1,7 milhão de hectares.
- Eles (rizicultores) querem dominar a terra para eles, como se não existisse indígena ali dentro (...) Eles querem permanecer na área sem pagar nada para ninguém - critica.
Agora a retirada, conhecida pelo nome de "Operação Upatakon 3", ficará suspensa até que o STF julgue o mérito das ações envolvendo a demarcação da reserva, cuja homologação foi assinada pelo presidente Lula em 2005.
Terra Magazine
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