
Atualizada às 22h39 |
Juan Pereira/Diario UNO de Entre Ríos/Reuters
Cara de soja. Com trator, ruralistas desenham em plantação de soja a cara da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na cidade de Parana, a norte de Buenos Aires. Eles protestam contra impostos sobre exportação
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Depois de uma tarde inteira de reunião, produtores agropecuários da Argentina decidiram às dez horas da noite de ontem que cessarão quarta-feira o locaute arrastado no país desde março. O governo de Cristina Kirchner havia condicionado a retomada de negociações com ruralistas ao término da paralisação.
Entre telefonemas à presidente e ao chefe de Gabinete, Alberto Fernandéz, representantes das principais associações agrícolas optaram pelo diálogo com o governo para refazer acordos com o governo. Eles pedem por "particiapação ativa" o ministro da Economia, Carlos Fernández, nas discussões.
Os ruralistas das quatro maiores entidades produtoras da Argentina - Sociedade Rural, Federação Agrária, Confederações Rurais Argentinas (CRA) e Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro) -, presentes no encontro, vêm protestando há um mês e meio contra o aumento de impostos de exportações de produtos agrícolas, mas Kirchner se negou a conversar "sob pressão".
Uma pesquisa feita pelo jornal argentino Clarin indica que 85% dos eleitores consideram que o governo paga um "alto custo político" pela disputa com os produtores. Dois em cada três argentinos consultados dizem não esperar a baixa dos preços dos alimentos, caso o protesto prossiga.
Empresários, dos setores financeiro, varejista e industrial, desaprovando a situação, emitiram comunicado conjunto neste final de semana. Eles alegam que a falta de comunicação entre o governo Kirchner e agricultores estava gerando "tensão social", sem apontar perspectivas de resolução.
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