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Quinta, 12 de junho de 2008, 11h41 Atualizada às 13h35

DEM vai analisar expulsão de Paulo Feijó

Raphael Prado

O Democratas, partido ao qual pertence o vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó, vai analisar a expulsão do político dos quadros da legenda. O pedido foi enviado ao Conselho de Ética da sigla pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 12.

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Paulo Feijó foi o protagonista da crise que atinge o governo gaúcho de Yeda Crusius (PSDB), com denúncias de desvio de dinheiro público para o financiamento de campanhas políticas. O vice-governador divulgou gravações feitas por ele com membros do secretariado em que dizia discordar do suposto esquema montado no Estado.

Na reunião partidária, o DEM aprovou uma nota reprovando a atitude de Paulo Feijó e saiu em defesa da tucana Yeda Crusius. A permanência do vice-governador no partido ainda depende da decisão do Conselho de Ética. O deputado André de Paula (DEM-PE) foi definido como relator do processo.

Em nota aprovada pelo partido, o DEM condena a atitude do vice-governador gaúcho, alegando que é preciso prezar pela ética na relação partidária. Uma fonte próxima a Paulo Feijó disse não acreditar na expulsão, porque seria contraditório na "defesa do Democratas contra a corrupção".

Crise

O vice-governador Paulo Feijó gravou um encontro que teve com o ex-chefe da Casa Civil do Estado, Cézar Busatto (que deixou o cargo após o escândalo), em que Busatto dizia que o PP se beneficiaria de financiamentos ilegais do Detran. Sobre a forma com que fez a gravação, Feijó já havia afirmado:

- Ético ou não, eu a fiz para me proteger em mais uma tentativa de cooptação. Não posso aceitar práticas mafiosas dentro do governo.

A governadora Yeda Crusius, diante do agravamento das denúncias, perdeu dois de seus secretários: o próprio chefe da Casa Civil, Cézar Busatto e o secretário-geral de Governo, Delson Martini. Também deixaram o governo o chefe do escritório do Rio Grande do Sul em Brasília, Marcelo Cavalcante, e o comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Nilson Bueno. Na última segunda-feira, 9, Yeda criou um Gabinete de Transição no governo gaúcho.

 

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