Atualizada às 16h50 |
José Cruz/Agência Brasil
Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder da oposição: "Se dependesse de mim, Lula teria 200% de popularidade"
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Diego Salmen
Líder da oposição no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM) considera "normal" a alta popularidade do presidente Lula. Em pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira, a administração petista conta com a aprovação de 58% dos brasileiros; 12% a reprovam.
O "jeito de governar" do presidente é aprovado por 72% da população, contra 24% que o avaliam negativamente.
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- Se dependesse só da minha posição, o presidente estaria com 200% de popularidade. Meu dever, como líder de oposição, é fiscalizá-lo. O resto é detalhe - diz o senador.
Virgílio atribui o resultado da pesquisa ao "quadro internacional" favorável e ao "bom trabalho" realizado pelo petista no campo macroeconômico.
Leia a seguir a entrevista com o senador Arthur Virgílio:
Terra Magazine - A aprovação do presidente Lula atingiu 58%, segundo uma pesquisa do CNI/Ibope divulgada hoje. Como o senhor avalia esse fato?
Arthur Virgílio - Com normalidade. Ele se beneficiou do quadro internacional, das reformas feitas no governo passado e da gestão econômica austera do primeiro governo dele. É um fato normal. Eu encaro com normalidade.
Como líder de oposição, o senhor de alguma maneira não se sente frustrado com tamanha popularidade?
A democracia é para isso. Para as pessoas escolherem, optarem, errarem, acertarem. Não tenho nada a comentar. É um fato normal. As políticas sociais que ele trabalhou com muito esmero, juntando as (políticas sociais) que herdou, às reformas e à conjuntura econômica favorável de fora para dentro, mais o bom trabalho que ele fez no primeiro governo no campo macro-econômico... Isso tudo aí explica. Encaro essas coisas como uma pedra de gelo.
Quando era líder do PSDB na Câmara, o deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) disse que era "complicado" fazer oposição a Lula. O senhor concorda?
Não. Eu critico só as coisas erradas. Se dependesse só da minha posição, o presidente estaria com 200% de popularidade. Era só tomar mais cuidado, cortar gastos públicos desnecessários. Meu dever, como líder de oposição, é fiscalizá-lo. O resto é detalhe.
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