
Atualizada às 16h51 Bob Fernandes
Em 13 de novembro de 2007, um diálogo entre Daniel Dantas e a diretora jurídica do Opportunity, Danielle Ninio.
Quem acompanha de perto as refregas judiciais do banqueiro com o Citibank, identifica um debate sobre as minúcias do processo. Certamente não passariam de estratégias banais de defesa se não emergisse o nome do ex-prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, seqüestrado e morto na noite de 18 de janeiro de 2002, em São Paulo.
Dantas quer a "dramatização do evento". Para tanto, vale recorrer a um "relatório da Kroll". Em suas palavras teatrais, constrói-se um "drama dropping". Nas entrelinhas, a elevação da temperatura e das denúncias criminais contra o PT o favoreceriam em sua defesa. Ao primeiro trecho do diálogo. Terra Magazine preservou o português e os negritos postos pela Polícia Federal na transcrição.
Daniel Dantas: Alô...
Danielle: Oi, bom dia...
Daniel Dantas: Bom dia... essa é do pretinho?
Danielle: Oi... é no pretinho... tô no pretinho... só te ligo no pretinho...
Daniel Dantas: Tá, deixa eu te falar o seguinte, eu queria que você desse uma olhada no relatório da KROLL tá?
Danielle: Tá...
Daniel Dantas: E olhasse pontos que... porque eu quero in... incruar esse assunto da KROLL dentro da... do processo, entendeu?
Danielle: Uhum...
Daniel Dantas: Então eu queria que você procurasse pontos tipo... por exemplo... no relatório da KROLL fala que a Telefônica Itália pagou ao prefeito de SANTO ANDRÉ tá...
Danielle: Uhum...
Daniel Dantas: E o prefeito de SANTO ANDRÉ foi morto...
Danielle: Uhum...
Daniel Dantas: Então... eu quero... eu quero suspender o tamanho do drama... tá...
Danielle: Uhum...
Daniel Dantas: E... então eu queria elementos ali uns quinze elementos do relatório da KROLL... que vocês achassem que valia a pena eu falar sobre... tá?
Danielle: Mas no foco de retalhação ou di... di... di aberrações?
Daniel Dantas: Não, no foco de dramatização do evento tá...
Danielle: Entendi... entendi...
Daniel Dantas: No foco de dramatização... tá...
Danielle: Tá
Daniel Dantas: É só... é só drama dropping (fazendo drama-inglês)...
Danielle: Uhum...
Daniel Dantas: Huum... tirando da KROLL tá...
Danielle: Tá...
Daniel Dantas: Porque aí eu jogo o relatório...
Danielle: É claro... (inaudível)... lá, em alguém...
Daniel Dantas: (inaudível)e arrumando a confusão que eles não tem como escapar desse relatório que eles não querem esse relatório aí dentro tá...
Danielle: Entendi...
O papo segue. Com trocas entre inglês e português. Em linguagem das mais claras, Daniel Dantas orienta sua diretora jurídica: "Mas eu quero saber o de Santo André... é como se dissesse pra ele o seguinte olha... no rastro desse negócio de dinheiro de campanha já tem tantos mortos tá".
No trecho a seguir, a continuidade da estratégia esboçada no início da conversa. Dantas quer passar por "vítima de arbitrariedade". Em certo momento, cogita declarar o receio de ser morto no Brasil, em nova composição do "drama". Relatórios da Kroll voltam a ser citados.
Daniel Dantas: Outra coisa... eu queria saber ooo... eu queria saber o seguinte... ééé... eu queria que voces ampliassem o Who Knows (quem sabe-inglês)... o Who Knows Who Knows (quem sabe-inglês) me ajuda muito... uuu... o Who Knows Who Knows (quem sabe-inglês) não... ééé... o que que eu sei... I know (eu sei-inglês) tá...
Danielle: Tá...
Daniel Dantas: O que voce me botou tá muito útil uu... isso... e eu queria que voces sentassem e aumentassem, quanto mais eu puder ter isso melhor tá...
Danielle: Tá... agora voce recebeu aqueles pontos de ontem, aqueles quatro pontos do MM?
Daniel Dantas: Recebi... recebi... recebi...
Danielle: Aquele tá útil também né?
Daniel Dantas: Tá, agora eu queria que voces pegassem o I Know (eu sei-inglês) e aumentassem pra eu saber... pra eu saber mais... entendeu?
Danielle: Entendi...
Daniel Dantas: Então bota aí... outra coisa... quando tiver confusão de pagamento tá... quem pagou?
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Eu quero não saber coisas que nós pagamos... porque eles vão em cima feito doido e aí fomos nós...
Danielle: Concordo... se você observar eu até coloquei que voce don't Know a estrutura do funding, de nada disso...
Daniel Dantas: Não não, mas não é isso não...
Danielle: Tá...
Daniel Dantas: Quem pagou aaa... quem pagou aaa... qualquer coisa que a gente tenha pago...
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Eu quero fazer uma confusão pra ele achar que foi a BRASIL TELECOM e fomos nós...
Danielle: Entendi...
Daniel Dantas: Sabe botar o paralelepípedo na caixa... é que voce não foi menino... é botar o paralelepípedo dentro da caixa... sabe aquelas caixas que ficam soltas na rua...
Danielle: (Risos)
Daniel Dantas: Nego vem correndo e chuta (risos)...
Danielle: (Risos)
Daniel Dantas: Voce bota o paralelepípedo dentro e ele vem e enfia o pé (risos)...
Danielle: Tá... (risos)... tá bom...
Daniel Dantas: É coisa de menino, não é cisa de menina... (risos)...
Danielle: Pois é... aí os meus ainda não estão nessa idade (risos)...
Daniel Dantas: Tipo assim... eu não vou saber algo... que seja... bom pra mim que tenha sabido... pra invite de charts (convidar as cartas-inglês)... e quando ele chegar lá... quem pagou fomos nós... (ininteligível)... sei lá! procura aí algum consultor que a gente tenha pago... alguma coisa... fala aí com VERÔNICA... alguma coisa que nós...
Danielle: Já entendi... já entendi o que que é... pode deixar...
Daniel Dantas: Contratado e diga ah! não sei se foi a BRASIL TELECOM... não levei em conta... Ah ! mas como voce não sabe? ... ah! não sei... Ah! não sei o que... (ininteligível)... o OPPORTUNITY... pronto! vai ficar com cara de idiota... entendeu?
Danielle: Entendi...
Daniel Dantas: Tem que fazer uma confusão onde não... esse Knows, o máximo possível... uma lista assim... tá tá tá... com o máximo possível de coisas que eu possa saber... outra coisa que eu me lembrei aqui... que é muito importante... ééé... a exigência... isso eu queria que voce desse uma olhada (ininteligível)... que eu me lembro que MARLI não queria ser responsável pelas concessões tá...
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Porque eu acho que o concessionário tenha limited liability (responsabilidade limitada-inglês) ou lot off liability (muita responsabilidade) em cima disso e o banco não podia... e eu queria que voce desse uma olhada pra mim pra me dar argumentos... tipo no METRÔ... na TELECOMUNICAÇÕES...
Danielle: Mesmo no contrato da TELEBRÁS tem um capítulo só de responsabilidades do concessionário...
Daniel Dantas: Entendi... eu queria saber responsabilidade de dinheiro... que banco se incomoda com essas penalidades... eu queria que voce desse uma olhada nesses contratos de concessâo...
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Quais são as...
Danielle: As responsabilidades...
Daniel Dantas: É porque eu me lembro da gente ter discutido isso...
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: E é um dos itens que ela não queria... que... ela não queria..
Danielle: Assumir a responsabilidade...
Daniel Dantas: Assumir a responsabilidade...
Danielle: Entendi...
Daniel Dantas: Não queria porque... com medo que o... que o... CITI pudesse ser... é, outra coisa... vê se olha no dicionário aí... qual é o... em inglês, como é arbitrariedade... vítima de arbitrariedade... queria vel qual é a...
Danielle: A expressão...
Daniel Dantas: A tradução correta pra isso, pra não botar arbitrarity e depois não é...
Danielle: Não, além de ver no dicionário, o tradutor chega aqui nove e meia e ele é inglês mesmo, então aí é bom pra consultar isso, entendeu?
Daniel Dantas: A é?
Danielle: É... é porque ele é de lá né... e isso aí nem é (ininteligível)... ele é um...
Daniel Dantas: Vítima de arbitrariedade, como é que é isso em inglês?
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Pra eu... pra eu poder falar... e o último capítulo é o seguinte tá... no capítulo ameaças...
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Voce gosta desses títulos... eu queria um capítulo, o seguinte, eu queria um remaind (lembrete-inglês) aí... no negócio de SANTO ANDRÉ tá...
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: A estória... ah! outra coisa o negócio de NÉLIO também... NÉLIO fez um resumo e deu para a CRISTINA sobre AÇÃO POLICIAL, eu me esqueci esse resumo, eu queria que mandassem tá...
Danielle:: Tá...
Daniel Dantas: Resumo o cacete! ele falou dez páginas que ele não consegue fazer resumo...
Danielle: (Risos)... ele ontem teve aqui e falou que nem um doido também... tá...
Daniel Dantas: Tá... e aí o último capítulo aí é o capítulo de morte...
Danielle: É o livro do... (inintelegível)... RAMOS né?
(Nota da Redação: provavelmente se referem ao livro "O código da vida", de Saulo Ramos).
Daniel Dantas: Ok, não... é, tudo bem, mas eu quero saber o de SANTO ANDRÉ... é como se dissesse pra ele o seguinte olha... no rastro desse negócio de dinheiro de campanha já tem tantos mortos tá...
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Ok, essa palavra... ééé... essa palavra dramatiza o contexto entendeu?
Danielle: É, voce... é se voce quiser falar, até que no seu depoimento perguntaram a voce, voce não precisa contar os detalhes, mas se voce não tinha medo de ser morto...
Daniel Dantas: Não, isso eu vou falar, isso eu vou falar... mas eu lhe digo, uma coisa é não ter medo de ser e a outra coisa é ter um na Itália... (ininteligível)... Brasil... é diferente...
Danielle: O negócio do Itálo é bom porque ele te colocou como a próxima vítima né?
Daniel Dantas: É! mas eu... mas eu... o que acontece é o seguinte... isso é tudo conjectura... o outro morreu mesmo...
Danielle: É, entendi... voce quer que eu levante todo mundo que morreu aí então pelo...
Daniel Dantas: Não, não é levante todo mundo... todo mundo sabe dessa estóri aí... só eu que não prestei atenção, entendeu?
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Ah! se voce chegar para ARTHUR por exemplo, ele sabe... alguém aí sabe a estória de SANTO ANDRÉ...
Danielle: Huhum...
Daniel Dantas: Um matou... aí a testemunha foi morta e a outra foi suicidada...
Danielle:: Huhum...
Daniel Dantas: Aí um apareceu... não sei o que... e todo a estória por traz é que foi um assacinato (sic) pra poder esconder ooo... provas de ilicitudes de campanha, entendeu?
Danielle: Entendi...
Daniel Dantas: Eu precisava de uma explicação disso que eu quero botar... isso contextualiza a dimensão do problema, entendeu?
Danielle: Entendi... entendi...
Daniel Dantas: E aí eu quero linkar isso com a KROLL, que a KROLL fala desse negócio de SANTO ANDRÉ...
Danielle: Entendi...
Daniel Dantas: Tá bom?
Danielle:: Tá bom, pode deixar que eu vou fazer tudo, beijo...
Daniel Dantas: Obrigado... (desligou).
No mesmo 13 de novembro de 2007, Dantas e Danielle se falaram às 10:54:13. No diálogo interceptado legalmente pela Polícia Federal, surge novo nome, dentro do já conhecido "drama dropping": Toninho do PT.
O ex-prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, assassinado na saída de um shopping, em 10 de setembro de 2001, deveria ser incluído num contexto de crimes com motivações políticas. "Não pode ser tratado", pede um sintético Dantas.
Daniel Dantas: Alô!
Danielle: Oi... é só pra te dar uma informação que no caso do Celso Daniel é que tem essas dos itens seis ou sete... é que tem mais um caso eu não sei se você lembra... que é do prefeito de Campinas... aquele Toninho do PT, aí...
Daniel Dantas: Manda pelo seu e-mail...
Danielle: Tá... eu vou fazer um resuminho e te mando por e-mail... beijo.
Daniel Dantas: Mas um resuminho bem pequeno... sabe o que acontece como eu tenho que...
Danielle: Claro, com certeza, tem que ser bem pequenininho...
Daniel Dantas: Não pode ser tratado não...
Em 15 de novembro de 2007, nova conversa entre Daniel Dantas e Danielle Silbergleid Ninio. Cinqüenta e quatro segundos. E uma singela divergência.
Danielle: ... só pra você saber a gente tá concluindo aqui a pesquisa, mas desses mortos foram seis ou sete, tá tendo uma divergência aqui...
Daniel Dantas: (Risos)...
Danielle: Mas assim... eu acho que a divergência não é tão significativa... (risos)...
Daniel Dantas: Tudo bem... (ininteligível)...
Danielle: (Ininteligível)... da sete e Abel disse seis...
Daniel Dantas: (Ininteligível)... o melhor é dizer que são sete e aí ele tem que dizer - não! são seis!... tá bom...
Danielle: Tá, eu to levantando aqui... pode deixar... (risos)...
Daniel Dantas: (Risos)...
Danielle: Beijo...
Quinze de novembro, às 09h51m02s. Ligação de seis minutos e dezessete segundos entre Daniel Dantas, Danielle Silbergleid e Verônica Dantas, legalmente interceptada pela Polícia Federal.
Daniel Dantas: Alô...
Verônica: Oi...estamos todos aqui mais HUMBERTO...
Daniel Dantas: Ah..tá..obrigado...Vem cá, como é que foi o discusso (sic) de LULA?
Verônica: Deixa eu pegar os jornais, pera aí que ele foi buscar. Olha a DANIELLE ligou pro tradutor aqui e ele deu o nome de "(inaudível) force"...
Daniel Dantas: Tá perfeito...esse nome...tá ótimo, vai direto, esse nome num sobra, é terra arasada, num sobra pedaço...o que caracteriza... depois eu gostaria que você entrasse no dicionário pra ver exatamente o significado pra num....(vozes ao fundo) pra que não passe do ponto em nehuma direção...alô...
Danielle: Oi...estamos todos aqui...
Daniel Dantas: Eu preciso a indicação de que quando eu fiz o acordo(deal) com T.I.W., o risco da confusão generalizada era iminente, tá?, e aí, vamos dizer, o discurso do Presidente da República é um indício, mas pode não ter acontecido antes, mas eu acho que aconteceu, e quanto mais indícios eu tiver, melhor...
Danielle: Olha só...em relação à informação da empresa, é o seguinte...a GENERAL PARTNER, era 96% de uma empresa chamada INVEST II que era sua e do DÓRIO até 2006, em 2006 o DÓRIO vendeu pra mim e essa mesma empresa, INVEST II, em 2003, ela passa a ter 2/3 da INK que é a diretora do (inaudível)-
Daniel Dantas: Eu não vou saber isso não... eu só que saber o seguinte... se o meu depoimento tá totalmente incoerente, porque eu acho que ele me considera como sócio do GENERAL PARTNER, e eu que acho que me perguntou sócio e não (inaudível). É preciso que vocês leiam isso...
Danielle: A gente tá checando...oh...o discurso de 28 de maio de 2003
Daniel Dantas: Então foi depois do ESTÉFANO?
Danielle: Foi dois dias depois...
Daniel Dantas: Não...o ESTÉFANO foi em março
Danielle: É verdade, tem razão, foi 26 de março
Daniel Dantas: Então, eu queria que voces achassem alguma coisa antes, fora o discurso de SÉRGIO ROSA, que saiu no jornal que a TELEMAR ia comprar, alguma vibração que eu pudesse... referir
Danielle: Referir...é tem o discurso do SÉRGIO ROSA
Daniel Dantas: Não, esse eu já tenho. Eu queria alguma coisa mais possante. Alguma coisa que tivesse saido no jornal, na imprensa. Aliás, eu queria até que mandasse alguém fizer um "tima line" da imprensa, porque a gente não tá usando isso...
Danielle: A gente já tava com esse plano também, DANIEL
Verônica: É coisa gigantesca...
Daniel Dantas: É eu sei, mas só pra gente poder usar, oh...tal dia saiu isto, tal dia saiu aquilo, a gente fica podendo catar, entendeu? Faz o "time line", entendeu?
MNI: DANIEL, definição de (inaudível) force...eu posso ler?...então, tem duas definições...uma específica para militar e outra genérica, a militar é (aqui MNI faz a leitura em inglês do que encontrou no dicionário, sendo irrelevante a tradução)Daniel Dantas: Perfeito...
Danielle: DANIEL, agora, em 27 de fevereiro foi a carta do CITY pro PALOCCI, foi antes do ESTÉFANO...
Daniel Dantas: Eu sei...eu vi aqui. A carta do CITY pra PALOCCI, mas a reação de (inaudível) veio depois...eu precisava que me dessem mais evidências de que, que essa subida de nível do conflito era imininte (sic). E outra coisa, quando é que TELEFÔNICA ITÁLIA volta ao controle da BRASIL TELECON?
Danielle: A ANATEL deu dia 16 de janeiro..
Daniel Dantas: De quando?
DANIELLA: De 2004, mas eu tenho que pegar a data certinha que num tá aqui não...Daniel Dantas: De janeiro de 2004?
Danielle: Ela deu e a gente se negou a dar as ações...
Daniel Dantas: Eu sei, mas quandso é que ela foi autorizada? Foi em 2004?
DANIELLA: Foi, 2004Daniel Dantas: Quer dizer, na verdade, a gente se livrou da TELEFÔNICA ITÁLIA, sabíamos que ia entrar, nos livrou da T.I.W., sabíamos que ia entrar a TELEMAR e voltaria a TELECON ITÁLIA. A gente já tinha comprado a licença da CNP, então sabia que as possibilidades de conflito era grande...então...olha pelas minhas correspondências com o TRONCHETTI se o clima já num tinha esquentado? E quando é que a KROLL faz o "report prosite"?
MNI: Acho que é fevereiro..,não...Daniel Dantas: Fevereiro de 2003 ou 2004, né? Bom...então me liguem daqui a pouco...
Danielle: Tá bom....
Diálogo de 31 segundos, através do VOIP, interceptado pela Polícia Federal. Novamente, Daniel e Danielle na linha.
Daniel Dantas: Alô...
Danielle: Oi! oh não sei se é suficiente mas eu olhando aqui o timeline (cronograma-inglês) eu me toquei o seguinte... o LULA ele foi eleito em outubro de dois mil e dois, toma posse em janeiro, em novembro de dois mil e dois você sela o documento que você é informado que vinha uma...
Daniel Dantas: (Ininteligível)... já vou usar, mas eu queria mais elementos...
Danielle: Tá bom então... beijo.
Daniel Dantas: Tá...
(desligou).Terra Magazine