
Atualizada às 14h26 No departamento de Pando, Bolívia, a partir de sexta-feira, 12, fica proibido o porte de armas de fogo, brancas ou explosivas. Não se pode circular em grupos com mais de três pessoas, e automóveis, entre 0h e 6h, não rodam. Reuniões políticas interditadas e ninguém deixa a região sem autorização oficial.
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O governo boliviano decretou estado de sítio em Pando, um dos quatro departamentos que formam a chamada "meia lua". A região, que abrange ainda os departamentos de Tarija, Santa Cruz e Beni, é reduto da oposição ao presidente Evo Morales.
Na quinta-feira, 11 de setembro, oito pessoas morreram em El Porvenir, no Pando, durante os confrontos entre manifestantes pró e contra o governo Evo. Na sexta-feira, 12, informações extra-oficiais dão conta de que mais seis pessoas teriam morrido.
A Bolívia tem nove departamentos, cinco governados pela oposição: Pando, Santa Cruz, Tarija, Beni e Chuquisaca. Os estados da "meia lua" são os mais ricos do país: concentram recursos naturais, especialmente petróleo com o qual se produz gás natural, principal produto de exportação boliviano. Tarija responde por 60% do total produzido.
Desde janeiro passado, a renda obtida com a produção petrolífera passou a ser destinada a programas sociais nacionais. Os produtores reivindicam o repasse desta verba. Rechaçam o texto da nova constituição, aprovado no ano passado, mas que só entra em vigor se aceito em referendo. Entre os artigos, o pela reforma agrária é o que mais causa polêmica.
Na capital La Paz, Morales disse que o governo "defenderá a democracia e o processo de mudanças" em curso. Afirmou que seu objetivo é evitar novos confrontos, mas reclamou: "Vamos agüentar, mas paciência tem limite".
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