Atualizada às 10h50 |
Grizar Junior/Futura Press
Policial militar ferido é socorrido por colegas próximo ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo
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A greve dos policiais civis completou um mês e no mesmo dia, quinta-feira, 16, a instituição entrou em confronto com a Polícia Militar. Nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, onde despacha o governador de São Paulo, José Serra, a passeata dos policiais civis foi reprimida pela PM em uma ação que deixou pelo menos 24 feridos.
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O governador Serra comentou o episódio. Diz que os grevistas são "minoria" na Polícia Civil e que o protesto teve cunho "político-eleitoral". Ontem, Serra afirmou à TV Bandeirantes que "em nenhum momento se deixou de negociar (com os grevistas). Fizemos boas propostas que não foram materialiazdas porque é greve de força armada. E forças armadas não podem fazer isso, greve".
Estavam presentes ao protesto entre 2 mil e 2 mil e quinhentos homens da guarda civil. Para o governador, o movimento é de uma "minoria" e os "comandos da polícia estão unidos". E nominou:
- O movimento foi articulado pelo PT e com a participação do Paulinho da Força (deputado federal do PDT-SP).
O Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo rebateu dizendo, em nota, que a responsabilidade pelo confronto cabe ao governador, que não soube conduzir as negociações.
Na mesma nota, assinada pelo líder da bancada petista, Roberto Felício, e pelo presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho Silva, o partido alega que esteve presente ao Palácio na tarde de ontem para negociar:"No entanto, o que presenciamos foi a intransigência e o autoritarismo do governo do Estado em não negociar e reprimir uma manifestação legítima e democrática."
Paulinho da Força disse ser "intransigência do governador não querer negociar. Eles (os policiais) estão tentando um acordo há um mês (...) Ele pôs a Polícia Militar contra os manifestantes, que foi instruída a jogar bomba".
A PM utilizou gás lacrimogênio e balas de borracha para conter a passeata.
Os policiais civis em greve reivindicam reajuste salarial. Negociam um aumento de 15% para este ano. Segundo a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo (Adpesp), o governo propôs 6,2% de reajuste. Eles querem também a saída do secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão.
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