Atualizada às 16h17 |
Fábio Nassif/Terra Magazine
Cheque do BC assinado por Dantas nas mãos dos manifestantes do MTST
|
Marcela Rocha
Especial para Terra Magazine
Em protesto nesta manhã em São Paulo, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) provocou o fechamento da unidade João Dias da rede de supermercados Carrefour. Eles realizaram um ato simbólico contra a alta do preço dos alimentos, a ajuda do governo brasileiro aos bancos e as ações do banqueiro Daniel Dantas, investigado pela Polícia Federal pelos crimes de formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, entre outros.
Veja também:
» Opine aqui sobre a operação Satiagraha da Polícia Federal
» Confira o vídeo da manifestação 
» "Não sei quem fez grampo no STF", garante Félix
» Os vazamentos no inquérito da PF sobre vazamentos
» Toda a dimensão da crise
Terra Magazine teve acesso ao supermercado - que ficou fechado para clientes durante todo o período da manifestação - e mostra a seus internautas imagens exclusivas do protesto.
A ação do MTST consiste em encher vários carrinhos do supermercado e pagar com um "cheque" do Banco Central assinado por Daniel Dantas. O valor é de R$ 160 bilhões - numa referência simbólica à ajuda do governo brasileiro para instituições financeiras durante a crise econômica.
- O preço dos alimentos não pára de subir e as medidas do governo são pífias. O cheque é assinado por Dantas porque é ele quem controla os Poderes do País - critica Gabriel Simeone, de 22 anos, um dos organizadores do ato.
O supermercado foi cercado por policiais militares e seguranças do Carrefour impediram que a imprensa entrasse no local. De acordo com Simeone, "a rede não quer que a marca apareça nas imagens da imprensa".
Por volta do meio dia, os manifestantes negociaram que poderiam descer para o estacionamento e, lá, a imprensa filmaria um ato simbólico. Simeone aproveita para criticar ainda mais o banqueiro Daniel Dantas.
- Ele provocou uma crise institucional porque quem manda nos poderes não é quem está à frente deles, mas por trás - afirma Gabriel.
A ação, ainda segundo o movimento, contou com 350 manifestantes (veja aqui) e ocorreu simultaneamente em Taboão da Serra (SP) e outros sete Estados. Não houve nenhum saque dos produtos do supermercado.
» Ministro da Justiça: Sob pressão, aprovar PEC 300 é inviável