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Quarta, 19 de novembro de 2008, 11h51 Atualizada às 16h17

Sem-teto pagam conta com "cheque" de Dantas

Fábio Nassif/Terra Magazine
Cheque do BC assinado por Dantas nas mãos dos manifestantes do MTST
Cheque do BC assinado por Dantas nas mãos dos manifestantes do MTST

Marcela Rocha
Especial para Terra Magazine

Em protesto nesta manhã em São Paulo, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) provocou o fechamento da unidade João Dias da rede de supermercados Carrefour. Eles realizaram um ato simbólico contra a alta do preço dos alimentos, a ajuda do governo brasileiro aos bancos e as ações do banqueiro Daniel Dantas, investigado pela Polícia Federal pelos crimes de formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, entre outros.

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Terra Magazine teve acesso ao supermercado - que ficou fechado para clientes durante todo o período da manifestação - e mostra a seus internautas imagens exclusivas do protesto.

A ação do MTST consiste em encher vários carrinhos do supermercado e pagar com um "cheque" do Banco Central assinado por Daniel Dantas. O valor é de R$ 160 bilhões - numa referência simbólica à ajuda do governo brasileiro para instituições financeiras durante a crise econômica.

- O preço dos alimentos não pára de subir e as medidas do governo são pífias. O cheque é assinado por Dantas porque é ele quem controla os Poderes do País - critica Gabriel Simeone, de 22 anos, um dos organizadores do ato.

O supermercado foi cercado por policiais militares e seguranças do Carrefour impediram que a imprensa entrasse no local. De acordo com Simeone, "a rede não quer que a marca apareça nas imagens da imprensa".

Por volta do meio dia, os manifestantes negociaram que poderiam descer para o estacionamento e, lá, a imprensa filmaria um ato simbólico. Simeone aproveita para criticar ainda mais o banqueiro Daniel Dantas.

- Ele provocou uma crise institucional porque quem manda nos poderes não é quem está à frente deles, mas por trás - afirma Gabriel.

A ação, ainda segundo o movimento, contou com 350 manifestantes (veja aqui) e ocorreu simultaneamente em Taboão da Serra (SP) e outros sete Estados. Não houve nenhum saque dos produtos do supermercado.

 

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