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Reprodução
Buck Rogers, o herói do século 25 que o canal pago TCM reapresenta neste fim de ano
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Márcio Alemão
De São Paulo
Buck Rogers está no século 25, após ter passado 500 anos no freezer de algum laboratório. Em poucos minutos ele irá partir para uma das mais perigosas missões de sua vida. Na conversa ao pé da nave que trava com seu superior, percebemos que a parada será de fato dura e que a galáxia inteira é grata a ele, Buck. O chefe não deixa de mencionar que em outras oportunidades, também ele, o chefe, fora agraciado com missões daquele calibre.
O sensível Buck percebe e diz:
- O senhor gostaria de estar em meu lugar, não é verdade?
- Puxa! Deu para notar?
E Buck responde:
- Tanto quanto a um dedo inchado.
Conclui que, no século 25, as pessoas irão dar muito mais importância aos dedos. Não que hoje não achemos que eles tenham alguma importância. Mas eu jamais ouvi comentários com essa levada:
- Viu o Paulo?
- Menino! O que aconteceu com o "fura-bolo" dele? Inchadésimo!
- Posso falar? Deve ser de família, porque a mãe dele vivia com o minguinho inchado.
Mais adiante ele se despede da mocinha, que nas entrelinhas deixa claro que o ama. Não tão claro quanto um dedo inchado.
Os dois se abraçam e ela diz:
- Buck, eu...eu...eu não sei o que dizer.
- Não diga nada.
Ela poderia ter prosseguido.
- Eu não direi nada, até porque, como acabei de lhe dizer, eu não sei o que dizer.
Canastrão como era, Buck iria sorrir e mais uma vez diria:
- Não diga nada.
E a aventura por fim tem seu início. Ele deverá entrar em uma zona de luz, de energia, aquelas coisas sem o menor sentido que acontecem em filmes de espaçonaves.
Entra. Um cone de luz. Depois são bolinhas coloridas que surgem e demais truques que podíamos ver em uma discoteca.
Buck chama o comando estelar ou coisa que o valha e descreve o que está acontecendo. Fala das luzes e resume tudo poeticamente dizendo:
- É como se um oceano de energia passasse por uma única comporta.
Nesse momento, emocionado, retirei-me para tocar outros afazeres, certo de que nosso herói do século 25 se safaria de mais essa.
Buck Rogers entrou no ar na década de 80 e hoje vai ao ar no TCM, que é sempre um porto seguro para os momentos em que a TV, tanto aberta quanto fechada, esbanjam falta de assunto de qualidade.
Terra Magazine