Atualizada às 10h49 |
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), para quem o crescimento trimestral de 6,8% do PIB brasileiro era "esperado"; para ele, o importante será o crescimento no futuro
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Thais Bilenky
Especial para Terra Magazine
O presidente nacional do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), 38 anos, desdenha o crescimento trimestral de 6,8% do PIB brasileiro, dizendo que o resultado era "esperado". Ele se diz mais preocupado com a atuação do governo Lula em 2009 diante da crise financeira global. Em sua análise, até agora a reação tem sido insignificante.
"O que interessa não é o que cresceu. É o que vai ficar para frente, qual vai ser o impacto da queda da aceleração da economia, do fechamento de empresas, do aumento do nível de desemprego", diz o deputado, filho do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia.
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Para o deputado oposicionista, apenas o Banco Central, "certo ou errado", reagiu no primeiro momento à crise de liquidez. "Até agora a gente não viu uma atitude do governo que projete este futuro numa situação melhor do que se está projetando pelo mercado", afirma Maia.
A expansão divulgada na terça-feira, 9, pelo IBGE, coloca o país "em condições mais favoráveis para o enfrentamento da crise", na análise do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele acredita que a economia deve crescer menos no ano que vem, mas garante que não haverá recessão.
Maia rebate:
- Espero que o ministro esteja certo, mas não é a projeção do resto dos economistas. Porque crescer 2,5% (ao ano), como o mercado projeta hoje, é crescer zero. Então ele está usando efeito estatístico, que é pegar o carregamento de um ano para outro, e falar que o país vai crescer.
O PIB do Brasil cresceu em 1996 - governo Fernando Henrique Cardoso - 2,25% e em 1998 - ainda gestão FHC - cresceu zero. Para Maia, "se você vem de um crescimento zero e cresce 2,5% é um crescimento. Se você vem de 6% e cresce 3% é uma queda de crescimento". O deputado crê que o país não está melhor preparado para enfrentar a crise.
"A infra-estrutura brasileira continua com os problemas do governo do presidente Fernando Henrique, que também não deu solução", diz. "A única estrutura que foi mantida do governo anterior e que gera um mínimo de segurança aos investidores é a estrutura do Banco Central. E toda semana cabe a algum membro do governo ou da base fazer pressão para saída do presidente do BC (Henrique Meirelles)".
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