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John Kolesidis/Reuters
Em frente ao Parlamento da Grécia, em Atenas, estudantes usaram coquetel molotov para protestar
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Mirando o Parlamento da Grécia, estudantes arremessaram coquetéis molotov em Atenas, nesta quinta-feira, 18. Sindicatos pressionaram pelo fechamento de escritórios e cancelamento de vôos no 13º dia de protestos contra o governo, iniciados quando a polícia matou um jovem a tiros.
Os policias, para protegerem o Parlamento, fizeram um cordão de isolamento, separando manifestantes com suas bandeiras vermelhas. Eram cerca de 7 mil pessoas, que tentaram ainda botar fogo na árvore de Natal na praça ao redor do edifício. Contra eles, policiais usaram gás lacrimogêneo.
Fora de Atenas, em outras cidades também houve protestos. Em Salônica - a segunda maior do país, que fica ao norte - cerca de 300 pessoas protestaram. As sedes de duas rádios privadas foram invadidas. Moradores de cidade de Lamia, no centro, e da ilha de Creta também manifestaram contra o governo.
O transporte público grego foi paralisado, atividades médicas e escolares foram suspensas. Os manifestantes carregavam bandeiras com frases como "O luto não basta, a luta continua", "É preciso punir de maneira exemplar os culpados" e "Estado assassino". Na semana passada, a Grécia viveu greve geral.
O assassinato do adolescente Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos, morto por um policial em Atenas, dia 6 de dezembro, agravou a insatisfação geral quanto ao governo grego. Desemprego entre os jovens e a crise econômica movem sindicatos e grupos às ruas. Os protestos já causaram prejuízos de centenas de milhões de euros em Atenas. O governo tem frágil maioria de apenas um assento no Parlamento.
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