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Eric Gaillard /Reuters
O muro - Soldado israelense é atacado por atiradores de pedra, em território palestino
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"Até o fim". O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, esclareceu os limites dos ataques ao grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza. Somente na madrugada desta terça, quando a ofensiva entrou no quarto dia, morreram 10 palestinos. Os ataques já deixaram mais de 327 mortos - número que inclui 68 civis e crianças.
Gaza arde. O recrudescimento dos bombardeios israelenses é uma resposta aos mísseis do Hamas contra Israel, depois de se ter evidenciado a fragilidade do cessar-fogo na região. Agora, promete Barak, o acerto de contas deve ir até o fim. O que diz muito, e bem pouco.
Este é o maior ataque de Israel em décadas. Enfraquecida, a ONU tenta inteferir nas negociações. O secretário-geral Ban Ki-moon afirmou-se "profundamente alarmado pela atual escalada de violência em Gaza e nos arredores". Pediu empenho à comunidade internacional.
Mas o conflito no Oriente Médio parece ser mesmo mais um desafio ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. Há quem veja uma vinculação entre a instabilidade em Gaza e os ventos de um novo governo americano. Talvez seja o primeiro teste às habilidades de negociador de Obama.
Aos palestinos refugiados, o Ano Novo se anuncia infeliz.
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