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Terça, 6 de janeiro de 2009, 13h49

Droga da Moda: corrida para compra de Spice

Wálter Fanganiello Maierovitch

A proibição da venda para adultos do "spice" na Áustria e na Alemanha aumentou a corrida de usuários para estocagem do produto, antes que a vedação seja adotada em outros países europeus. Fumar "spice" virou moda entre os jovens, nos grandes centros europeus, onde o produto é comercializado em smat-shop, head-shop e lojas de tabacos e fumos especiais.

A proibição para menores sempre existiu. Agora, na Áustria e na Alemanha, atinge a adultos. Na Áustria, desde dezembro, o spice foi proibido, pois, segundo as autoridades, não se trata de uma simples e inócua mistura de ervas e de tabaco para ser fumada.

A partir de 1 de janeiro de 2009, igual medida proibitória tomou a Alemanha. A comercialização e o uso do spice ficou proibido em todo o país, onde, em Berlim, virara moda copiada da Áustria.

Em vários outros países europeus, no entanto, o "spice" continua ser comercializado, sempre em lojas de fumos, smart-shop (head-shop). E a proibição, segundo os observatórios de drogas e toxicodependência, gerou, pelo resto da Europa, uma corrida para a compra do produto, antes da chegada da proibição.

Segundo as autoridades sanitárias da Áustria e da Alemanha, o "spice" contém, como princípio ativo, um componente sintético (feito em laboratório) denominado JWH-018. Ele atua no sistema nervoso central e que possui efeito similar e, também, quatro vezes superior ao produzido pelo tetra-hidro-canabinol (THC) da maconha (marijuana).

Tal substância, conforme as supracitadass autoridades sanitárias da Alemanha e Áustria, causa dependência química e, conforme testes realizados, pode provocar distúrbios no sistema cardio-circulatório.

O "spice", onde não existe proibição, pode ser vendido a granel ou em latas, iguais as utilizadas na venda de tabaco. Nos smarts europeus, muitas baforadas são dadas antes do ingresso em discotecas e para já entrar "relaxado".

Wálter Fanganiello Maierovitch é colunista da revista CartaCapital e presidente do Instituto Giovanni Falcone (www.ibgf.org.br).

Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais de Terra Magazine.

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