
Maria Alice Rocha
Do Recife (PE)
À medida que a cerimônia de posse de Barack Obama se aproxima, tudo que se refere ao presidente eleito, sua família e sua história vira notícia. E como em todo momento de crise, seja ela norte-americana, seja ela mundial, se faz necessário encontrar um líder que represente a mudança para tempos melhores.
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Para se ter uma idéia, a grande ansiedade das fashionistas de plantão é o vestido que a futura primeira-dama usará na posse do seu marido. Murmura-se que será mais uma criação da sua estilista favorita, Maria Pinto, estabelecida em Chicago e com ponto de vendas nas melhores boutiques norte-americanas.
Ao se fazer uma leitura do formato corporal de Michelle Obama, percebe-se rapidamente que há a predominância de curvas, algo pouco comum entre primeiras-damas, vide a mais festejada de todos na atualidade: Carla Bruni, esposa do presidente Nicolas Sarkozy, da França.
Mais que isso, tem-se a impressão de que Michelle opta por valorizar suas curvas, ao invés de escondê-las, o que parece bastante apropriado para alguém que tem orgulho de sua raça, seu corpo, sua identidade.
E essa valorização do corpo curvilíneo, que já há bastante tempo tem sido prometido pela indústria da moda como tendência, tem tudo para se tornar um must, a depender do desempenho de Michelle Obama como foco e referência de comportamento.
Vale lembrar que Michelle não é apenas a esposa de um presidente ou ex-senador, mas assim como ele, estudou nas bem conceituadas universidades de Harvard e Princeton, por meio do programa de ação afirmativa, algo semelhante ao sistema de cotas adotado em muitas das universidades brasileiras e motivo de grande discussão.
Até a consagração da campanha presidencial, Michelle atuava como advogada e foi vice-diretora do Hospital da Universidade de Chicago.
Portanto, além de uma faixa etária mais jovem, Michelle representa uma mulher responsável, e que parece conseguir conciliar vida profissional ativa com as funções de mãe de filhas pequenas e esposa presente. Essas qualidades certamente terão reflexo na sociedade norte-americana, e quem sabe em todo o mundo.
E Michelle O, ou simplesmente, Mrs O, parece já ser um ícone fashion, numa alusão à forma carinhosa que a inesquecível primeira-dama norte americana Jacqueline Kennedy Onassis ficou conhecida: Jackie O.
Para Michelle, já existe até um blog (Mrs-O.org) no qual se registra e se discute tudo relacionado à moda que a futura primeira-dama adota.
Cabe ainda dizer que há uma enorme expectativa das minorias em todo o mundo para que o sucesso da família Obama se torne um marco histórico. E isso, de alguma maneira, já representa um grande fardo para a futura primeira-família.
Mas, no embalo de que tudo que tocam vira notícia, numa alusão ao Rei Midas, que tudo em que tocava virava ouro, a estilista Maria Pinto, que além de Michelle veste outras famosas como Oprah Winfrey, e é cotada como a designer do vestido de posse, já recebeu até convite para uma exposição no Chicago History Museum. A proposta é uma exposição na qual Maria Pinto explicita a influência da francesa Madeleine Vionnet (1876-1975) no seu trabalho.
Madame Vionnet foi conhecida por criar roupas com corte e caimento impecáveis, pois acreditava que o vestido não deveria apenas cair sobre o corpo, mas respeitar as suas linhas. Segundo ela, "o vestido deve acompanhar a usuária, e se a ela rir, o vestido deve rir com ela".
Para as brasileiras, famosas internacionalmente por suas curvas, e inspiração para Vinicius de Moraes e Oscar Niemeyer na música e na arquitetura, o estilo Mrs-O promete ser um grande aliado. Olho nela!
Fale com Maria Alice Rocha: modalice08@terra.com.br
Terra Magazine
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Michelle Obama parece valorizar suas curvas. "E tem tudo para se tornar um must", diz Maria Alice
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