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Sexta, 30 de janeiro de 2009, 08h59 Atualizada às 17h19

Hélio Gracie cumpre sua missão

Reprodução
Gracie: Quando você tem mais confiança em si mesmo, você é automaticamente mais tolerante
Gracie: "Quando você tem mais confiança em si mesmo, você é automaticamente mais tolerante"

Gustavo Noblat
De Brasília (DF)

"Se você quer um braço quebrado contate Carlos Gracie neste número", dizia um anúncio estampado em um jornal carioca nos idos dos anos 20. Era o inicio do lendário "Gracie Challange" - ou o desafio Gracie - e o começo do vale-tudo. Com grana em jogo, lutadores de capoeira, judô, boxe e wrestler topavam encarar Carlos e seus irmãos em combates sem regras.

Uma dessas lutas aconteceu em 1955 entre Waldemar Santana e Hélio Gracie, irmão caçula e mais franzino de Carlos. Durou mais de 3h 40 minutos. A mais longa da história do vale-tudo - esporte chamado hoje no mundo todo de mistura de artes marciais, em inglês MMA (Mix Martial Arts). Terminou com Hélio estatelado no chão por conta de uma queda aplicada pelo seu rival e em seguida nocauteado por um chute violento desferido em seu rosto.

Aos 42 anos, Hélio, mestre do jiu-jítsu brasileiro, conhecia a derrota pela segunda e última vez em sua carreira. Quatro anos antes, em 1951, ele perdera para um dos maiores lutadores de judô de todos os tempos, Masahiko Kimura, em um combate ocorrido no Maracanã e sob o olhar do então presidente da República Getúlio Vargas e de mais 20 mil fãs.

Na última quinta, dia 28 de janeiro de 2009, o quase invencível Hélio Gracie, acometido por uma leucemia, acabou falecendo aos 95 anos de idade em Itaipava, região serrana do estado do Rio de Janeiro. Um dos patriarcas do jiu-jítsu no Brasil e do vale-tudo, ele é tão importante para esses esportes quanto Jigoro Kano foi para o judô. Assim como Kano é reverenciado no Japão, Hélio merece e será sempre idolatrado como um dos pais do jiu-jítsu brasileiro e da mistura de artes marciais.

Apesar de ter vencido a maioria de seus combates, foi na derrota para Waldemar e Kimura que Hélio provou para o mundo o valor de sua técnica de luta e pôs à prova o seu espírito guerreiro, jargão comum no vale-tudo. O combate contra o japonês durou 13 minutos.

Antes de finalizar o brasileiro com um golpe chamado à época ude-garame, mas que mais tarde, em sua homenagem, passaria a se chamar Kimura, o campeão de judô dissera a Hélio que se ele o agüentasse por mais de três minutos poderia se considerar o vencedor. O judoca pentacampeão mundial pesava 30 quilos a mais que Hélio e era quatro anos mais novo.

Hélio lutara duas vezes em setembro de 1951 contra o faixa-preta de quinto grau (dam) e segundo maior nome japonês do judô na época, atrás apenas de Kimura, o temido Kato. Uma deu empate e na outra o brasileiro estrangulou Kato até deixá-lo inconsciente.

O prestígio de Hélio era tão grande que cruzara o pacífico e se aportara no Japão. O jornal da colônia japonesa de São Paulo "Nippak-Shimbu" estampava em sua capa reportagens a respeito do destemido brasileiro que desafiava e aniquilava com todos os que discordassem da supremacia do jiu-jitsu brasileiro, inclusive japoneses.

Entre a década de 30 e 50 Hélio enfrentou seis japoneses sem sofrer uma derrota sequer. Nas regras do vale-tudo ele encarou Massagoishi, Takeo Yano, Takashi Namiki e Miaki. Contra Namiaki, a luta terminou quando Hélio estava torcendo o braço do japonês com uma chave de braço. E acabou sendo considerada empate.

Hélio encarou também um judoca chamado Ono. Foram duas lutas na regras do jiu-jítsu/judô e ambas terminaram empatadas, apesar da nítida vantagem do brasileiro. Naquela época só vencia o combate quem finalizava ou nocauteava o adversário, não existiam pontos ou juízes.

Irritada com o sucesso de Hélio, a colônia do Japão no Brasil então passou a exigir a presença de Kimura e Kato para calar o brasileiro e resgatar o orgulho nipônico. E foram atendidos. Mas assim que Kimura chegou ao Rio de Janeiro e viu o franzino Hélio - de apenas 62 quilos - o campeão de judô se recusou a enfrentá-lo. Disse que Kato faria a luta e duvidou da força e da técnica do mestre do jiu-jítsu.

A primeira luta entre Hélio e Kato aconteceu no Maracanã. A segunda no Iberapuera, em São Paulo. Foi lá que Kimura viu seu colega Kato ser estrangulado pelo subestimado mestre do jiu-jítsu brasileiro.

Sem ter para onde correr depois de ver Kato ser finalizado, Kimura finalmente aceitou o desafio e lutou contra Hélio. Apesar de ter vencido o brasileiro, Kimura elogiou a técnica de Hélio e ainda o convidou para mostrar o seu jiu-jítsu no Japão.

Contra Waldemar, a luta mais longa de todos os tempos, Hélio vinha da aposentadoria. Estava há quatro anos sem competir. Waldemar era roupeiro de sua academia e treinava jiu-jítsu desde os 10 anos com Hélio. Estava com 24 anos na época em que derrotou seu mestre com um chute no rosto.

Em 2006, Hélio comentou essa luta. Em entrevista a uma revista brasileira, ele lembrou da derrota para o seu pupilo:

- Como o cara (o jornalista) botou na boca do Waldemar Santana que eu não era grande coisa, eu o desafiei no dia seguinte. Ele aceitou, e mesmo resfriado, lutei. Nem pensei no fato de estar doente ou não, isso pouco me importou. Subi no ringue brigando, a luta durou 3h45. Foi a luta mais longa da história do mundo. Ele pesava 30 kg a mais que eu. Depois dessa luta, a academia Gracie recebeu 125 alunos novos, impressionados com o fato de como um cara magro, com o meu físico, conseguiria brigar durante tanto tempo.

O jornalista a que Hélio se refere em seu comentário acima era o Carlos Renato. Trabalhou como assessor dos Gracies e no jornal Ultima Hora. Foi quem mais atiçou a rivalidade entre Hélio e Waldemar com críticas ao mestre e elogios ao pupilo. Mas o racha entre os dois lutadores de jiu-jítsu aconteceu quando Waldemar decidiu enfrentar o atleta do boxe Biriba, conhecido por protagonizar lutas arranjadas (marmeladas).

Hélio ficou furioso quando viu Waldemar acabar com Biriba em apenas sete minutos apesar de sua ordem expressa para que não lutasse. Então demitiu e expulsou Waldemar de sua academia. O ex-pupilo de Hélio passou a treinar na Academia Haroldo Britto, em Ipanema. E deu ouvido aos conselhos de Carlos Renato, que acreditava que ele bateria seu mestre.

Vale ler a crônica escrita à época da vitória de Waldemar pelo jornalista Nelson Rodrigues. Já usei esse texto em um artigo anterior, mas não custa relembrar, especialmente após a morte de Hélio:

"Há 20 e tantos anos que os Gracie mantinham uma invencibilidade que parecia definitiva. Por isso há tanta gente querendo dar rádio, televisão e até ferro elétrico a Waldemar. E não há dúvida que ele bem o merece. No dia de sua vitória, houve uma alegria universal, sim. O fraco sentiu-se menos fraco, o humilhado menos humilhado, e o marido que não pia em casa levantou, por 24 horas, a crista abatida. Todos nós somos cúmplices de Waldemar". (Crônica de Nelson Rodrigues escrita em 1955)

O nocaute de Waldemar sobre Hélio rendeu-lhe o apelido de "O Leopardo Negro" e um prestígio eterno no vale-tudo. Anos depois, mestre e pupilo fizeram as pazes, mas não antes de o sobrinho e aluno de Hélio, Carlson Gracie, filho de Carlos, vingar o nome da família e derrotar Waldemar.

Hélio aprendeu a chamada arte suave (significado de jiu-jitsu em japonês) com seu irmão Carlos, o mais velho de cinco filhos homens. Segundo Hélio, seu aprendizado foi todo na base da observação, já que não podia participar das aulas de seu irmão. Hélio era muito magro e tinha um problema de saúde que o levava a desmaiar sem mais nem menos. Por isso, era proibido de treinar jiu-jítsu por sua mãe, a cearense Cislane Pessoa.

Junto com Gastão Gracie, Cislane teve cinco filhos homens: Carlos,Oswaldo,Gastão Filho,George e Hélio Gracie. Carlos tivera seus primeiros contatos o esporte chamado então de ju-jitsu no circo de seu pai. Além de proprietário de circo, Gastão foi dono de cassino, importador de minério e diplomata - carreira que abandonou para casar com Cislane.

Gastão teria sido um diplomata se não tivesse se apaixonado pela mãe de Hélio. O pai de Gastão era um banqueiro escocês chamado James, que se mudou para o Rio de Janeiro em 1870. Depois de estudar na Alemanha e retornar ao Rio para trabalhar como diplomata, Gastão acabou cruzando Belém do Pará, onde conheceu Cislane. E por lá ficou.

Sem emprego certo, Gastão fundou a companhia American Circus com os Irmãos Queirollo. E contratou o time de ju-jitsu do Japão comandado por Mitsuyo Maeda - que em suas apresentações pelo México ganhou o apelido de Conde Koma por conta de seu semblante sempre tristonho.

Conde Koma, junto com seu amigo Sanshiro Satake, passou a apresentar o ju-jitsu no circo de Gastão em 1917. O que chamou a atenção de Carlos, um adolescente brigão que costumava se meter em encrencas na escola.

O professor dos Gracies saiu do Japão em 1904 e passou pelos Estados Unidos, México, Cuba, Honduras, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Argentina e Uruguai, antes de finalmente chegar ao Brasil, mais precisamente em Porto Alegre. Em 1915, Conde Kome apresentou seu show de ju-jitsu em circos e teatros no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, São Luís, Belém e, no dia 18 de dezembro, no teatro Politeama em Manaus, em um espetáculo promovido por Otávio Pires Júnior.

Eram apresentações do tipo desafio entre artes marciais. O lutador de boxe Adolfo Corbiano, de Barbados, e os de luta livre romana Nagib Asef, da Arábia Saudita, e Severino Sales participaram das apresentações do mestre Conde Koma.

Muita gente gostou da luta trazida pelos japoneses e um torneio de ju-jitsu foi organizado entre os dias 4 e 8 de janeiro de 1916 em Manaus. Conde Kome ajudou a promover o campeonato que no fim foi vencido por seu amigo Satake.

No dia 9 de janeiro, um dia depois do torneio, Conde Kome partiu para a Inglaterra. Só retornaria para o Brasil em 1917, quando se aportou em Belém do Pará com sua mulher May Iris Maeda. Lá, ele tinha a missão de receber e orientar os japoneses que migravam para o Brasil. Mas acabou ingressando no circo de Gastão, onde ensinou ju-jitsu a Carlos, o primogênito dos Gracies.

O primeiro contato de Gastão com o ju-jitsu foi em 1916, antes mesmo de conhecer Conde Koma. Naquele ano, ele trabalhou como empresário do lutador italiano Alfredi Leconti em um combate contra Satake ocorrido em Manaus. No dia da luta Satake teve um problema de saúde e seu parceiro Laku entrou em seu lugar. No fim, venceu o italiano.

Uma curiosidade: em 1919, Conde Koma e Satake enfrentaram-se em Manaus e o mestre dos Gracies sofreu a única derrota de sua vida. Mas esse fato é omitido em várias biografias dele.

Depois de aprender o ju-jitsu com Conde Koma, Carlos passou a ensinar sua arte marcial em sua academia. Hélio tinha 15 anos. Um dia, Carlos faltou à aula e Hélio, que mal tinha tido contato prático com jiu-jitsu, ensinou em seu lugar. Foi um sucesso. Alguns alunos pediram a Carlos para que deixasse Hélio dar aulas junto com ele.

De aprendiz Hélio tornou-se um patriarca do jiu-jítsu brasileiro. Junto com Carlos, passou a aperfeiçoar essa arte e a criar as chamadas "alavancas", variações de ângulos dos punhos e das pernas que permitem usar menos força na hora de executar os movimentos da arte suave.

Carlos e seus quatro irmãos continuaram treinando e aperfeiçoando o jiu-jítsu. Mas foi Hélio o mais testado entre todos eles. Depois de lançar os desafios Gracies, Carlos participou de três lutas de vale-tudo contra atletas de outras modalidades. Duas contra o judoca e representante do jiu-jítsu japonês Geo Omori, em 1924. Ambas terminaram empatadas e ocorreram em São Paulo, mas numa delas Omori terminou com o braço quebrado. E uma contra um capoeirista chamado Samuel, que apesar de ter segurado os testículos do Gracie acabou finalizado.

Carlos então deixou de lutar e passou a treinar Hélio e seus irmãos para os desafios. Hélio, além de ter encarado oitos japoneses e o "Leopardo Negro" Waldemar, também enfrentou Erwin Klausner e Antônio Portugal, atletas do boxe, Fred Ebert e Orlando Américo da Silva , da luta livre, e um tal de Espingarda. Com regras diferenciadas, apenas submissão e pancadas no corpo, derrotou os brasileiros Caribé e Azevedo Maia.

Para se ter uma noção da fama dos Gracies, em 1934 um lutador de luta - livre chamado Manoel Rufino dos Santos publicou cartas em jornais classificando como armação os combates protagonizados pelos Gracies. Revoltados, Carlos, Hélio e Gastão Filho foram até a academia de Rufino tirar satisfações. Esquentado, Hélio partiu pra cima de Rufino e o espancou. Os três irmãos então acabaram na cadeia.

O caso foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal que condenou Gastão a 14 meses de prisão e Hélio e Carlos a dois anos. Porém, graças a uma campanha orquestrada pela poetisa Rosalina Coelho Lisboa, casada com Antonio Larragoiti (da família que fundou a SulAmérica Seguros), o presidente Getúlio Vargas beneficiou os Gracies com um indulto e eles acabaram soltos.

O pedido de indulto foi subscrito por cinco ministros de estado - entre eles Oswaldo Aranha, da Fazenda, e Juarez Távora, da Agricultura.

Os desafios da família Gracie tomaram forma e um caminho definitivo quando um dos filhos de Hélio, o primogênito Rorion, mudou-se para a Califórnia na década de 70. Depois de ensinar ao ator Mel Gibson como estrangular um inimigo em seu filme "Máquina Mortífera", Rorion ganhou uma certa projeção na mídia americana e mais alunos em sua academia localizada na garagem de sua casa.

Assim como Carlos e Hélio, Rorion passou a publicar anúncios em jornais desafiando outras modalidades. No fim da década de 80, início de 90, ele lançou fitas VHS com a história dos Gracies.

Várias cenas de lutas de torneios de vale-tudo organizados no Brasil foram mostradas no filme, assim como combates de Rorion na garagem de sua casa.

Instigado por um aluno, Rorion montou a War of The Worlds (WOW) e com a parceria de uma produtora americana inventou em 1993 o Ultimate Fighting Championship (UFC) - torneio que inicia a era moderna do vale-tudo.

O UFC trocou de mãos e hoje é comandado pelos irmãos Fertitta, dois ítalo-americanos donos de cassinos. Até o fim de 2008 a marca valia mais de US$ 1 bilhão. Nos Estados Unidos o esporte que mais cresce é o MMA, revestido de UFC.

O UFC surgiu como uma vitrine para o jiu-jítsu mostrar ao mundo a sua superioridade frente outras artes. Royce Gracie, filho de Hélio, venceu três dos quatro primeiros torneios organizados pelo UFC. Royce pesa 70 kg e é pouco musculoso. É uma versão moderna do pai. E assim como Hélio, Royce derrotou lutadores bem mais pesados, de até 120 kg, e tornou-se uma lenda do vale-tudo. Hoje em dia, até o exercito americano treina o jiu-jítsu brasileiro.

Hélio pediu festa e alegria no dia em que morresse. Tristeza é sinal de fraqueza e Hélio tem horror a gente fraca de espírito. Seguem frases do mestre Hélio, algumas polêmicas e outras sobre o jiu-jítsu, arte a qual ele dedicou sua vida. A fama de pioneiro e visionário das lutas ficará preservada em memória de Hélio. Sua história perdurará por gerações e será sempre um exemplo de superação.

Frases do mestre do jiu-jítsu brasileiro:

"Para dizer a verdade, eu nunca amei mulher nenhuma. Eu gosto delas, é diferente. Porque amor é uma fraqueza e eu não tenho fraquezas".

"Essa história de mulher independente foi inventada por homens preguiçosos".

"O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for sua especialidade". (Entrevista para a Fightingnews.)

"O objetivo do Jiu-Jitsu é, principalmente, benificiar os mais fracos, que não tendo dotes físicos são inferiorizados. O meu Jiu-Jitsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Essas são as razões pelas quais não posso, com minha presença, apoiar espetáculos, cujo efeito retrata um anti Jiu-Jitsu". (Fightingnews).

"Tudo o que eu aprendi na vida eu aprendi observando. Por isso eu não dou aula para ninguém com alguém assistindo, porque eu acredito mais em que vê do que em quem az. De maneira que, confiando nisso, eu passei a fazer a coisa com perfeição. E fui descobrindo as alavancas que todos nós temos. A necessidade que fez isso. Quer dizer, eu não fiz por inteligência e nem genialidade. Os japoneses acham que sou um gênio. Mas não sou nada, sou até burro em certas horas". (Entevista para a revista Faixa Preta em agosto de 2006).

"No posso me furtar a aceitar toda essa chateação (bajulação da imprensa) senão viro besta, fico antipático, presunçoso e vaidoso". (Revista Faixa Preta)

"Todos querem o melhor e o jiu-jitsu dá isso ao mundo. O jiu-jitsu não demanda de seus alunos força física e é bem simples quando bem guiado". (Fightingnews).

"Todos querem uma derrota dos Gracies. Essa é a parte desagradável do jiu-jitsu, devido à sua clara superioridade técnica. Nós deixamos todo mundo numa saia-justa". (Fightingnews).

"Quando você tem mais confiança em si mesmo, você é automaticamente mais tolerante. Você tem condição de meditar de se pôr no seu devido lugar sem precisar lutar, e isso assusta os valentões". (Fightingnews).

"Eu não inventei o jiu-jítsu, apenas o adaptei para mim, criando alavancas que me deram condição de fazer os movimentos necessários sem precisar usar muita força ou habilidade para superar lutadores maiores e mais fortes do que eu". (Fightingnews).

"(Jiu-jitsu) é a luta do fraco, onde o fraco tem condições de vencer o mais forte usando o mínimo de força necessária". (Fightingnews).

"Nunca fui finalizado na vida!"

Vídeos do mestre Hélio no youtube

Hélio Gracie fala sobre Jiu-Jítsu:
http://www.youtube.com/watch?v=SsmWUQ5SRco&feature=related

Hélio Gracie fala sobre o início do Jiu-Jítsu e do Vale tudo:
http://www.youtube.com/watch?v=BG309oqVLb4http://

Hélio Gracie VS Kato:
http://www.youtube.com/watch?v=HMAu0A-vQm8&feature=related

Hélio Gracie VS Kimura
http://www.youtube.com/watch?v=mSPL2BFepgU&feature=related


Guga Noblat é jornalista e colaborador do site de Misturas de Artes Marciais (MMA): www.fight2live.net. Cobre política para o Blog do Noblat e já trabalhou como roteirista e produtor de programas de TV.


Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais de Terra Magazine.

 

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