Terra Magazine

› Terra Magazine › Política

Terça, 3 de fevereiro de 2009, 10h02 Atualizada às 11h02

Geddel defende aliança PT-PMDB em eleição 2010

Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro Geddel Vieira Lima avalia que o embaraço criado pela candidatura José Sarney já está superado
O ministro Geddel Vieira Lima avalia que o embaraço criado pela candidatura José Sarney já está "superado"

Claudio Leal

Crítico da candidatura de última hora do senador José Sarney à presidência do Senado, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), dá como "superado" o esboço de confronto entre governo e peemedebistas no Congresso. E defende a permanência da aliança PT-PMDB para a eleição de 2010.

- Tenho dito de forma clara que eu vou defender a manutenção da aliança PMDB-PT. No entanto, isso é um assunto que será discutido no momento oportuno. Não é agora, é lá em 2010, quando você tiver mais definido o quadro de disputa nos Estados, com manifestação de quem deseja ser candidato a quê - diz a Terra Magazine.

Leia também:
» Berzoini: aliança PT-PSDB não é duradora

Na semana passada, Geddel chegou a declarar que a candidatura Sarney, "depois de tantas negativas", geraria "um estresse desnecessário para o governo Lula." Vitória consumada, acredita que o ex-presidente da República poderá dar "uma importante contribuição à imagem do parlamento e à governabilidade."

- Isso está superado. O que eu deixei claro foi o seguinte: o presidente Sarney, ao dizer que não seria candidato, de forma muito peremptória, permitiu que se assumissem compromissos difíceis de se retornar atrás. Mas isso está superado.

Senador mais longevo da Casa, Sarney se elegeu presidente do Congresso Nacional com 49 votos. Na Câmara, o também peemedebista Michel Temer, apoiado pelos petistas, foi eleito com 304 votos.

Geddel prefere não comentar se a composição das mesas diretoras favorece a candidatura de Dilma Rousseff, apontada como nome preferencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a sucessão em 2010.

- O PMDB vai se unir numa convenção e depois de um amplo debate votar em que rumo, em que destino o partido vai assumir. Pessoalmente, me curvarei sempre ao que for decidido em convenção - declara o ministro.

 

Terra Magazine América Latina, Veja a edição em espanhol