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A exposição do estilista Franck Sorbier foi considerada pelo Ministério da Cultura e Comunicação do Governo Francês como "de interesse nacional"
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Maria Alice Rocha
Do Recife (PE)
Foi inaugurada na semana passada no Musée des Tissus de Lyon, na França, uma exposição muito especial: a celebração dos dez anos de atividade do criador francês Franck Sorbier no seleto clube da alta costura parisiense, assim como os seus vinte anos de prática profissional no mundo da moda.
Um dos grandes diferenciais de Franck Sorbier se comparado à geração anterior, é a sua formação. Sorbier, como outros nomes que dirigem as marcas de moda mais influentes do mundo, não começou a carreira como aprendiz de alguém famoso e aprendeu praticando. Ele freqüentou escolas de moda e teve a base teórica como propulsor de sua carreira.
Para brindar sua trajetória, a exposição traz 170 peças repletas de arte, de poesia e de sonhos. Como padrinhos, o evento traz quatro personalidades que representam o compromisso francês com o que há de melhor: o famoso mestre do bordado François Lesage, o também consagrado mestre sapateiro Raymond Massaro, o proprietário da empresa Bouton Renaud (veludos e passamanarias) Jean-Claude Renaud e o colecionador de arte Frédéric Champavère.
Não é por acaso que a cidade de Lyon foi a escolhida para sediar a retrospectiva de um criador de moda. Essa cidade francesa é famosa por sua fabricação de tecidos delicados, das sedas, das rendas e da conservação de um dos patrimônios mais valiosos do mundo: o saber-fazer artesanalmente. Vale lembrar que a iniciativa foi considerada pelo Ministério da Cultura e Comunicação do Governo Francês como "exposição de interesse nacional".
Portanto, para que o evento se tornasse mais acessível, as vitrines situadas nos jardins do Palais Royal em Paris exibem durante um mês o filme que conta a história da coleção que Sorbier desfilou em janeiro passado durante a semana da alta costura.
Como a intenção é extrapolar as fronteiras nacionais, na cerimônia de abertura da exposição LA COUTURE CORPS ET AME (alta costura, corpo e alma, em francês) em Lyon, foi lançado pela editora Éditions Xavier Barral o primeiro livro que narra a trajetória de Franck Sorbier.
Para os que tiverem a intenção de visitar, a exposição estará em cartaz até o dia 20 de setembro deste ano, no mais antigo dos museus têxteis do mundo. O Musée des Tissus de Lyon foi concebido em 1856 pela Câmara do Comércio local, e aberto ao público em 1864. O museu guarda uma das mais significativas coleções que contam 4500 anos da história universal dos tecidos, que incluem além das roupas e complementos, tapetes e forrações, com um acervo de nada menos que dois milhões de peças.
Para os leitores e leitoras que a visita virtual é a única possível, o filme que contém a mais recente coleção de Franck Sorbier está disponível para assistir ou baixar no site do próprio designer: http://www.francksorbier.com . Vale a visita, pois num momento em que há bombardeio por todos os lados com notícias desalentadoras, uma fuga para outros ares se torna muito saudável. Principalmente quando se pode apreciar uma música encantadora e imagens lúdicas. Realmente uma viagem de corpo e alma.
Fale com Maria Alice Rocha: modalice08@terra.com.br
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