
Atualizada às 10h23 Diego Salmen
Com 4 casos de gripe suína confirmados, o Brasil já sofre de um pequeno - porém simbólico - efeito colateral causado pela enfermidade: o aumento na procura por máscaras de proteção. Representantes da indústria divergem sobre o tamanho da alta, mas concordam ao atribui-la ao medo da doença.
A procura dobrou na Anadona, empresa de fabricação de produtos descartáveis. "Estamos estudando um aumento da produção, mas tem que ver até quando a gripe suína vai perdurar", diz o gerente de vendas da companhia, Rodrigo Joioso. "Talvez haja um novo turno (de produção)", afirma.
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Na Descarpack, indústria de descartáveis hospitalares, o aumento foi menor: entre 10% a 15%. "A produção", no entanto, "só vai responder a demanda assim que existirem pedidos fora do normal", avalia o diretor Renato Silveira Joioso.
Renato diz que, apesar da alta na procura por máscaras cirúrgicas, estes modelos não são recomendados para a prevenção da gripe do porco.
"A máscara cirurgica não é suficiente", explica o executivo. "Ela não atende os requisitos necessários para evitar a contaminação pela gripe suína", diz. Para tanto, segundo ele, é preciso utilizar um respirador modelo N95 - cerca de R$ 1,00 saindo da fábrica.
Já uma caixa com 50 (inapropriadas) máscaras cirúrgicas custa R$ 6,00, ou 12 centavos a unidade. Para o consumidor final os preços são mais caros, já que os produtos atravessam uma extensa cadeia antes de chegar à prateleiras.
Aumento semelhante na procura, de aproximadamente 20%, foi registrado na Sky Descartáveis. A companhia fabrica atualmente 4 milhões de máscaras cirúrgicas por mês, de acordo com a gerente comercial Adriana Almeida. Em tempo: a Sky também espera aumentar em breve a produção.
Terra Magazine
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Fausto Candelária/AgNews
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