
Atualizada às 18h21 Vitor Hugo Soares
Especial de Salvador (BA)
Como aquele passageiro da chuva do clássico filme com o durão Charles Bronson, o ministro do Turismo, Luiz Barreto, escolheu o pior momento possível (ou teria sido o mais apropriado?) para visitar Salvador. Desembarcou no olho do temporal de terça-feira (5), que quase acabava com tudo na cidade que, até bem pouco tempo, era "vendida" nos folhetos de propaganda turística do País e do resto do mundo, como "a terra do sol o ano inteiro"
Que contraste! O que o ministro viu foi uma terra cinzenta, ar carregado, praticamente arrasada por sete horas de chuvas. Precisou mudar drasticamente os planos do passeio, até por falta de condições para circular pelas alagadas ruas de um lugar na vizinhança do caos, a não ser de helicóptero, como optou o governador Jaques Wagner, para ver as zonas de desastre.
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O ministro mudou até o plano de almoçar no Palácio Thomé de Souza, contemplando a privilegiada vista da Baía de Todos os Santos que se descortina do gabinete do prefeito, em companhia de João Henrique Carneiro e do presidente do PMDB baiano, Lúcio Vieira Lima, irmão do ministro Geddel.
Aliás, o próprio prefeito precisou deixar o prédio de conservação precária principalmente pelo desgaste de suas calhas - como informa a matéria da repórter Patrícia França, hoje, no jornal A Tarde -, invadido ontem pelas águas do temporal.
Uma Salvador em dia para esquecer, ou ficar para sempre na memória, como seguramente acontecerá com a maioria dos habitantes da cidade.
Terra Magazine
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