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Terça, 12 de maio de 2009, 13h37 Atualizada às 16h55

Wenzel: Renúncia não está no vocabulário de Yeda

Marcela Rocha

José Alberto Wenzel, chefe da casa civil do Rio Grande do Sul, defende com unhas e dentes a reeleição da governadora Yeda Crusius (PSDB-RS). "Posso te garantir uma coisa: a governadora vai para reeleição", afirma a Terra Magazine e acrescenta que "eu, enquanto chefe da casa civil, vou lutar por isto".

Yeda Crusius foi acusada de caixa dois durante campanha e objeto de uma CPI que investigou denúncias de fraudes no Detran. Segundo Wenzel, "ela nem pensa em renúncia". E reforça: "Essa palavra nem existe no vocabulário dela".

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Deputados estaduais do PT-RS voltaram a defender a criação de uma CPI para investigar novas denúncias contra a governadora. Membros do partido petista chegam, inclusive, a falar em impeachment. Segundo o chefe da Casa Civil, "desde o início, temos enfrentado essas questões de falso denuncismo e colocações que não têm fundamento".

José Alberto Wenzel enfatiza que a governadora é "a primeira a querer as fitas, gravações e outras provas". Por outro lado, avalia que uma CPI "emperraria o Estado":

- Não entendo o porquê de uma CPI. Para emperrar o Estado? Ao invés de dispensar esforços em obras e mudanças estruturais como o Plano de Carreira, queremos que se debrucem sobre a CPI? Acho que não.

Veja a íntegra da entrevista:

Terra Magazine - Hoje, uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo conta os bastidores do PSDB, que cogita apoiar o peemedebista José Fogaça para o governo do Rio Grande do Sul. Ela pensa em renuncia? E reeleição?
José Alberto Wenzel -
Posso te garantir uma coisa: a governadora vai para reeleição. Nós não estamos pensando em nada diferente disto. É claro que tudo tem o seu tempo. Nós não estamos em campanha eleitoral. Mas, eu, enquanto chefe da casa civil, vou lutar pela reeleição da governadora. E, de forma nenhuma, a governadora sequer imagina a renuncia. Essa palavra nem existe no vocabulário dela. Isto é completamente inconcebível. Estamos muito seguros do nosso trabalho no Rio Grande do Sul. Renuncia é uma possibilidade que nem nos passa pela cabeça e estamos muito convictos da nossa proposta de governo.

Acredita que a articulação do PT por uma CPI seja uma maneira de preparar o terreno para a candidatura do atual ministro Tarso Genro ao governo do Estado gaúcho?
Eu diria mais. Desde o início, temos enfrentado essas questões de falso denuncismo e colocações que não têm fundamento. A governadora é a primeira a querer as fitas, gravações e outras provas. Desde o primeiro dia de governo, atravessamos este tipo de problema e sabe por quê? Porque estamos mudando o Rio Grande. Estamos desacomodando situações, tirando do conforto. Isto muda, mexe as estruturas. Tanto que transformou uma dívida histórica de 40 anos em equilíbrio de contas.

Então a governadora é a favor que se inicie a CPI?
O Rio Grande do Sul não pode passar por uma CPI que só irá engessar. Há tantos mecanismos de buscarmos esclarecimentos, seja via Ministério Público ou justiça. E isto já está acontecendo. Não há porque fazer uma CPI política no momento em que as transformações importantes do Rio Grande do Sul estão andando. Debater uma CPI na Assembléia é menos importante do que as mudanças do RS. Não entendo o porquê de uma CPI. Para emperrar o Estado? Ao invés de dispensar esforços em obras e mudanças estruturais como o Plano de Carreira, queremos que se debrucem sobre a CPI? Acho que não. O povo gaúcho já sabe quem é quem e sabe fazer seus julgamentos.

O senhor acha que falta apoio das lideranças nacionais do PSDB à governadora?
A governadora tem mantido constantemente contato com a cúpula nacional do PSDB. A figura Yeda Crusius é reconhecida nacionalmente, foi ministra e deputada federal, enfim, tem uma biografia nacional reconhecida. Portanto, entendo que as coisas vão se harmonizar. Questões de apoio estão acontecendo e devem aumentar nos próximos dias.

 

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