Atualizada às 17h27 Diego Salmen
A bancada do DEM na Assembléia Legislativa gaúcha decidiu hoje, por unanimidade, apoiar a criação de uma CPI para apurar as denúncias de corrupção envolvendo o governo Yeda Crusius (PSDB). Mas com uma condição:
- Se a oposição obtiver 17 assinaturas, nós vamos assinar a CPI. Caso contrário, nós não assinaremos - diz o líder do DEM na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado Paulo Borges.
Leia também:
» MP não deve investigar denúncias contra Yeda, afirma Tarso
» Wvenzel: Renúncia não está no vocabulário de Yeda
» RS: sou sempre a favor de CPI, diz líder do DEM
» Gravações comprovariam caixa 2 na campanha de Yeda
» Yeda nega que marido tenha recebido R$ 400 mil de caixa 2
- A nossa idéia não é fazer politicagem, queremos que aconteça uma CPI verdadeira.
A decisão foi tomada após uma reunião da bancada do partido realizada nesta terça-feira, 12, para discutir as acusações publicadas na última edição da revista Veja contra a administração tucana.
- Se chegar a 17 assinaturas e depender só do DEM, vai sair a CPI - garante Borges.
A coleta de assinaturas na Assembléia Legislativa está sendo feita pela deputada Stela Farias (PT). Para instalar um CPI no Rio Grande do Sul é necessária a adesão de, no mínimo, 19 deputados estaduais. Até o momento, a proposta conta com a assinatura de 10 parlamentares, do PT e PCdoB, além de ter o apoio da oposição (PDT, PSB e PCdoB).
Caso todos os parlamentares da oposição (PDT, PSB e PCdoB) assinem o requerimento para instalar a comissão, chega-se a um total de 19 assinaturas. Agora, com o apoio do DEM, é quase certo que a proposta seja aceita na Casa.
Segundo a Veja, a procuradoria do Estado possui áudios que comprovariam doações de R$ 400 mil "por fora" na campanha para a eleição de Yeda, em 2006. Os montantes teriam sido entregues pelas empresas Alliance One e CTA-Continental.
Não foi a primeira denúncia, contudo.
Em meados de 2008, o vice-governador Paulo Feijó (DEM) divulgou diálogos em que o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto (PPS), sugere o uso de dinheiro público para bancar campanhas eleitorais.
O episódio resultou na queda de Busatto e do secretário-geral do governo gaúcho, Délcio Martini (PSDB).
» Relator da Lei Geral: Governadores é que podem agilizar liberação de cerveja na Copa
» Dom Odilo e o aborto de anencefálicos
» Representante da OAB-SP: Lei Seca agora é só para desavisados