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José Cruz/Agência Brasil
Simon: A Procuradoria-Geral da República deve dar "de uma vez por todas a sua posição com relação a todas as provas que já foram levantadas" contra Yeda
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Thais Bilenky
O senador Pedro Simon, presidente do PMDB do Rio Grande do Sul, cobra "manifestação antecipada" da Procuradoria-Geral da República sobre a crise que envolve o governo Yeda Crusius (PSDB-RS). Segundo Simon, só assim teria avanços a CPI defendida pelo PT e apoiada pelo DEM, PCdoB, PDT e PSB, sobre o uso de caixa dois pelo governo do Estado.
"Sempre fui a favor da criação das CPIs. Agora vejo que neste caso, como a CPI já aconteceu, é importante a gente ter a posição da Procuradoria-Geral da República, que teria que dar de uma vez por todas sua posição com relação a todas as provas que já foram levantadas", diz Simon.
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O senador aconselha Yeda a "se benzer, porque está com muito mau olhado em cima dela, coitada". O senador insiste que "o silêncio da Procuradoria está deixando a situação muito confusa para todos". Ele discorda da governadora quando esta afirma que as novas denúncias de caixa dois são informações "requentadas". "Acho que seria importante que a Procuradoria-Geral avançasse ou tem que denunciar, ou dizer por que não denuncia", avalia.
Segundo reportagem da revista Veja, a Procuradoria do Estado possui áudios que comprovariam doações de R$ 400 mil "por fora" na campanha para a eleição de Yeda, em 2006. Os montantes teriam sido entregues pelas empresas Alliance One e CTA-Continental.
A procuradora-geral do Estado, Simone Mariano da Rocha, decidiu manter arquivada a investigação que, em meados de 2008, apurou suspeitas de irregularidades na compra da casa pela governadora Yeda Crusius. Segundo a procuradora, a competência para apurar a suspeita de caixa 2 é do Ministério Público Federal (MPF).
O PMDB gaúcho cobra que se "apure tudo que tem que ser apurado. Sempre foi essa a nossa posição", define o senador. O nome do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB-RS), para uma candidatura ao governo do Estado, não sairá necessariamente fortalecido desta crise, diz Simon. Ele justifica:
- Até o ano que vem, novembro do ano que vem, muita água vai rolar. Nada do que está acontecendo agora vai atingir as candidaturas de quem quer que seja, nem a favor nem contra.
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