
Atualizada às 11h48 |
Wilson Dias/Agência Brasil
Líder do PSDB na Câmara, o deputado José Anibal (SP) diz que "lamenta muito" as assinaturas do DEM no pedido de CPI contra Yeda Crusius
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Diego Salmen
Dois dos três integrantes da bancada do DEM na Assembléia gaúcha assinaram, nesta quinta-feira, 21, o requerimento de instalação de uma CPI para investigar denúncias contra o governo Yeda Crusius (PSDB).
Para o líder do PSDB na Câmara, o deputado José Aníbal (SP), a participação do partido "não muda o fundamental" na aliança nacional entre as duas siglas. "Mas é um péssimo sinal", pondera. "Eu lamento muito; esperava que o DEM pudesse mostrar aos seus parlamentares estaduais que isso é uma insensatez".
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Em março deste ano, o tucano paulista pediu a cassação do mandato da deputada Luciana Genro (PSOL-RS), que à época vinha denunciando um suposto caixa dois na campanha do PSDB ao governo gaúcho.
A coleta de assinaturas para instalar a comissão está sendo feita pela deputada estadual Stela Farias (PT). Para instalar uma CPI no Rio Grande do Sul é necessária a adesão de, no mínimo, 19 parlamentares estaduais. Até o momento, o requerimento conta com a rubrica de 17 deputados.
Pelo DEM, assinaram Marquinhos Lang e Paulo Borges, o líder da bancada - somente José Sperotto mostrou-se contrário à comissão. A adesão foi acelerada pelo que a bancada considera uma chantagem do PSDB.
Nesta quinta-feira, o deputado tucano Coffy Rodrigues acusou o vice-goverandor Paulo Feijó (DEM) de irregularidades na assinatura de um contrato e ameaçou pedir seu impeachment.
As críticas são respaldadas - e aprofundadas - por José Aníbal. "Ele (Feijó) é uma pessoa doentia e completamente desaquilibrada", afirma. "Sabe o que eles estão fazendo? Jogo político a favor do PSOL e do PT", ataca o deputado, que promete apoio integral do partido à governadora. "Vamos desmoralizar essa CPI", diz.
Segundo a revista Veja, a procuradoria do Estado possui áudios que comprovariam doações de R$ 400 mil "por fora" na campanha para a eleição de Yeda, em 2006. Os montantes teriam sido entregues pelas empresas Alliance One e CTA-Continental.
Não foi a primeira denúncia, contudo.
Em meados de 2008, Feijó rompeu com Yeda Crusius e divulgou diálogos em que o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto (PPS), sugere o uso de dinheiro público para bancar campanhas eleitorais.
O episódio resultou na queda de Busatto e do secretário-geral do governo gaúcho, Délcio Martini (PSDB).
Terra Magazine
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